Luísa Sonza voltou às redes sociais nesta sexta-feira, 14, depois de um corte de uma entrevista começar a circular por aí e, do nada, virar combustível pra comparações com a Anitta. O trecho — publicado por um veículo internacional que costuma postar só fragmento de entrevista pra gerar engajamento — fez muita gente entender que Luísa teria diminuído o impacto da Anitta na expansão do funk lá fora. E, claro, bastou isso pra internet inflar uma “treta” que, segundo a própria gaúcha, simplesmente não existe.
Tudo começou quando esse portal estrangeiro montou uma publicação cheia de elogios de produtores e artistas de fora sobre o papel da Anitta na internacionalização do funk. A postagem parecia uma resposta direta ao corte da entrevista de Luísa, em que ela dizia que o crescimento do funk mundo afora fazia parte de um processo natural de globalização — como acontece com vários estilos. Mas, como sempre, a galera amou pegar só esse pedacinho. O vídeo viralizou rápido, abriu discussões longas no X (antigo Twitter) e logo começaram os comentários tentando botar uma contra a outra, como se fosse um clássico Fla-Flu da música pop brasileira.
Só que Luísa não deixou passar. Em um pronunciamento direto, quase num desabafo, ela escreveu que não apoia nem compactua com esse tipo de rivalidade feminina criada artificialmente. “Forçação ridícula de rivalidade. Nessa bateria de entrevistas falei e falo dela SEMPRE. Falei pra eles no sentido de ser natural algo tão bom viralizar, entre várias outras coisas que, se você fosse decente, colocaria aqui. Me desculpem, mas é nojento e deprimente rivalizar artistas, e ainda mais artistas mulheres”, desabafou.
Ela também destacou que suas falas foram tiradas completamente do contexto — o que, aliás, virou bem comum nesses tempos de cortes e recortes de entrevistas jogados sem cuidado nas redes. Luísa lembrou que, naquela mesma conversa, tinha elogiado a Anitta, comentado sobre momentos importantes da carreira da colega e até citado a força que a artista carioca abriu no mercado latino e norte-americano nos últimos anos, especialmente depois do período em que Anitta estourou no exterior com sucessos como Envolver.
As duas, vale lembrar, têm uma relação pública de parceria que não é de hoje. Sempre trocaram elogios nas redes, já apareceram juntas em premiações, dividiram palco algumas vezes e nunca deram nenhum sinal de briga. O clima de rivalidade, pelo menos do lado delas, nunca existiu. Quem acompanha minimamente a cena pop sabe disso — ainda mais agora, com as duas surfando fases diferentes da carreira, cada uma com seus projetos, seus feats internacionais e suas polêmicas próprias (porque, sinceramente, ninguém que é grande na internet escapa delas).
O post de Luísa funcionou meio como um freio nessa onda que estava crescendo. Depois do pronunciamento, muitos fãs saíram em defesa dela, dizendo que a cantora agiu certo ao acabar com a discussão antes que tomasse proporções maiores. Outros destacaram que, em pleno 2025, ainda é cansativo ver mulher sendo colocada pra competir com mulher, como se não houvesse espaço pra mais de uma artista brilhar ao mesmo tempo. E é verdade: esse tipo de narrativa acaba drenando energia que poderia estar indo pra música, pros lançamentos, pros projetos novos que ambas têm pela frente.
No fim, o episódio serviu mais como um lembrete do que como um escândalo real: internet adora uma rivalidade inventada, cortes editados continuam destruindo contextos inteiros, e artista — principalmente mulher — precisa se pronunciar mais do que deveria. Mas, pelo menos dessa vez, Luísa conseguiu encerrar a história antes que virasse um incêndio.