Felipe Simas expõe reação ‘assustada’ dos irmãos à sua mudança de fé

O ator Felipe Simas abriu o jogo e contou, com uma sinceridade quase desarmante, como a família dele reagiu quando decidiu seguir o caminho da fé evangélica. Hoje ele está no ar como Danilo em Dona de Mim, novela da Globo que vem chamando atenção especialmente nas redes, e também vive Daniel Cravinhos na série Tremembé, do Prime Video. Mas, antes desse momento de boa fase profissional, houve um período turbulento dentro de casa.

Segundo Felipe, a decisão de se converter, tomada há mais ou menos dez anos, caiu como uma bomba entre os irmãos. Ele descreve que Rodrigo Simas e Bruno Gissoni — que o público conhece bem por vários papéis marcantes — ficaram “apavorados” quando souberam. A palavra é essa mesmo, apavorados. A família não esperava.

Felipe explicou, numa entrevista recente ao jornal O Globo, que a escolha de seguir uma fé ainda é vista como um tabu, inclusive entre famílias mais modernas. Ele disse que, até então, ninguém na casa se declarava evangélico ou algo próximo disso. “A escolha da fé continua sendo um tabu. Não tinha ninguém da nossa família que se declarava evangélico, crente”, comentou, num tom meio reflexivo, como quem entende que estava, de certa forma, rompendo uma tradição silenciosa.

Ele lembrou também de um encontro marcante com Rodrigo. Na época, os dois quase não conseguiam se ver com frequência — vida corrida, gravações, compromissos… aquelas coisas de artista que a gente até imagina, mas nem sabe o quão puxado é. Foi então que o irmão mais velho disse algo que mudou tudo: que estava reconhecendo nele o Felipe de 13 anos. O comentário, aparentemente simples, bateu forte. “Aquilo pra mim foi a maior resposta que eu poderia ter”, contou.

Com o tempo, a família entendeu que a conversão não afastou o ator, mas aproximou. Felipe acredita que se tornou uma pessoa melhor desde que abraçou a fé. Ele cita, sem rodeios, que hoje é um irmão mais paciente, um marido mais presente, um pai mais atento, além de um profissional mais equilibrado. E, olhando o cenário atual — no qual tantos artistas falam sobre saúde mental, equilíbrio emocional e propósito — a fala dele até ressoa com discussões que temos visto no X (antigo Twitter) e em podcasts famosos.

Relação com os irmãos

Apesar da tensão inicial, a relação entre eles segue forte. Felipe contou que há respeito e admiração mútua. Mesmo sendo parecidos fisicamente, eles têm personalidades e trajetórias diferentes. E, como ele mesmo diz, o mercado artístico tem espaço suficiente para os três.

O ator lembrou também que eles trocam muitas referências e percepções sobre trabalhos. Há momentos em que um manda um vídeo, uma cena, uma música, e pergunta: “Vê isso aqui… o que você acha?”. Parece banal, mas esse tipo de troca mostra uma cumplicidade grande. Eles analisam as cenas uns dos outros e não têm medo de fazer críticas honestas, mas sempre com cuidado — aquela crítica que não derruba, mas ajuda.

“Às vezes um fala: ‘Cara, nessa parte acho que dava pra ter intensificado um pouco mais’ ou ‘relaxa aqui, poderia ter suavizado’”, contou Felipe. Segundo ele, tudo acontece no clima mais maduro possível, porque todos querem o melhor um do outro, e ninguém se sente ameaçado pelo sucesso alheio.

Hoje, depois de uma década dessa virada pessoal, Felipe olha pra trás e vê que o choque inicial da família virou compreensão. Talvez até orgulho. E quem acompanha entrevistas recentes dos irmãos percebe: existe afeto ali, existe parceria, e existe a vontade real de seguir juntos — seja na vida ou talvez até num projeto artístico futuro, como eles mesmos já deixaram no ar.



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