Cantor sertanejo perde a vida após briga de trânsito no Paraná

A morte do cantor sertanejo Ewerton Zanatta, aos 50 anos, abalou muita gente no Paraná e também fãs de outros cantos do país. Segundo informações divulgadas pelo G1, ele perdeu a vida depois de se envolver numa briga de trânsito na região conhecida como Linha Gaúcha. É uma notícia que parece cena de filme ruim, mas infelizmente aconteceu aqui, agora, em 2025, num momento em que o país já discute tanto sobre violência no trânsito e intolerância cotidiana.

De acordo com a publicação, Ewerton acabou discutindo com outro motorista por causa de uma ultrapassagem — coisa simples, algo que todos nós já vimos acontecer, mas que dessa vez terminou de um jeito trágico. Durante a confusão, o suspeito teria sacado uma arma e efetuado disparos contra o cantor. Ele ainda chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia, por enquanto, segue tentando localizar o atirador. A investigação está em andamento e deve ganhar novos desdobramentos ao longo da semana, especialmente porque o caso repercutiu bastante nas redes e já entrou no radar de autoridades estaduais, que vêm sendo pressionadas desde o aumento de casos de violência no trânsito — algo que voltou a ser tema depois de episódios recentes em São Paulo e Goiânia, por exemplo.

Ewerton era um rosto conhecido nas noites do sertanejo universitário do Paraná. Ele já integrou banda, fez dupla, fez trio, mas nos últimos anos seguia em carreira solo, rodando de cidade em cidade para animar bailes, festas e pequenos eventos que sempre lotavam. Nas redes sociais, acumulava cerca de 40 mil seguidores, número que pode não parecer gigantesco para quem olha apenas influenciadores famosos, mas que no mundo da música regional representa bastante coisa. Era um artista querido, próximo do público, desses que ainda respondem mensagens e tiram foto com todo mundo depois do show.

A morte dele mexeu profundamente com quem convivia com o cantor, e a homenagem mais tocante até agora veio da namorada, Alicia. Ela publicou uma longa carta nas redes sociais, daquelas que você lê e sente até uma pontada no peito. Falou do amor, das memórias, das idas e vindas típicas de quem vive um relacionamento real, imperfeito, cheio de acertos e tropeços.

“Meu amor, que dia triste”, começou ela, dizendo que escolheu as fotos preferidas dos dois ao longo de cinco anos de história. Relatou momentos de emoção, viagens, brigas bobas, reconciliações. Destacou que Ewerton vinha passando por um processo de transformação pessoal, tentando se reencontrar, e que ela acompanhou tudo isso de perto. Em um trecho, conta que, mesmo com o afastamento recente, o amor nunca deixou de existir — nem dela, nem dele.

Alicia descreveu inclusive o momento da despedida, dizendo que viu a dor nos olhos dele e sentiu como se fosse dela também. São palavras duras, mas carregadas de sinceridade. Ela fala das mensagens que vai sentir falta, das visitas inesperadas, das surpresas que ele fazia “do nada”, coisa típica de quem ama com espontaneidade.

Depois, num tom quase espiritual, ela escreveu: “Entreguei você nos braços de Nossa Senhora”. Afirmou que acredita que Ewerton está protegido e que um dia os dois vão se reencontrar. Chamou-o de “meu cowboy favorito”, expressão que acabou viralizando, com muita gente compartilhando como símbolo dessa despedida dolorosa.

A história de Ewerton Zanatta, infelizmente, termina de um jeito abrupto. Mas deixa um rastro de saudade, música e carinho — e também um alerta sobre como pequenas discussões podem virar tragédias num país que ainda tenta lidar com a mistura explosiva de estresse, armas e falta de paciência.



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