Líder do PT reage à candidatura de Flávio e dispara: “Impossível derrotar Lula”

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que hoje comanda a liderança do PT na Câmara, resolveu comentar — e com certa ironia — a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. A discussão ganhou força nesta semana e mexeu com o clima político em Brasília, que já anda agitado por causa da prisão de Jair Bolsonaro e das articulações antecipadas para o ano que vem.

Nas redes sociais, Lindbergh soltou a frase que chamou atenção: segundo ele, será “praticamente impossível derrotar” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. Ele diz isso com a segurança de quem acredita que a economia está dando sinais de melhora e que programas sociais retomaram fôlego recentemente — uma narrativa repetida pelo PT em praticamente todas as entrevistas e debates recentes.

“A escolha do Flávio Bolsonaro é um movimento mais do que previsível da família”, comentou o petista, numa mistura de provocação e análise política. Para Lindbergh, os Bolsonaros sabem que Lula chega forte em 2026, mas querem garantir que o grupo não perca o protagonismo dentro da direita. Segundo ele, trata-se quase de um gesto de sobrevivência política, especialmente em um momento em que o PL tenta reorganizar sua base após meses turbulentos e escândalos que ainda reverberam, como o caso das joias e a recente crise envolvendo assessores próximos do ex-presidente.

E ele não parou por aí. Lindbergh também deu uma alfinetada mirando Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e nome constantemente citado como possível presidenciável. Para o deputado, escolher Tarcísio seria “o beijo da morte para a família Bolsonaro”. Ele argumenta que, se Tarcísio fosse o escolhido, o núcleo político do Centrão — junto com marqueteiros e aliados — faria de tudo para “apagar” Bolsonaro da memória da base eleitoral, ainda mais com ele enfrentando processos e permanecendo preso. A frase “ele seria esquecido na prisão” acabou repercutindo bastante, até porque toca num ponto sensível: a preocupação da família Bolsonaro com a própria relevância futura.

Lindbergh também tentou reforçar que, para o PT, pouco importa com quem irão disputar. “O Lula vai ser reeleito presidente porque a vida do povo tá mudando”, declarou. É um discurso coerente com a linha do governo que tenta vender a ideia de recuperação gradativa, principalmente após os números positivos do emprego e a queda recente na inflação — ainda que existam debates fortes sobre isso.

A confirmação de Flávio Bolsonaro

Do outro lado dessa disputa antecipada, Flávio Bolsonaro decidiu encerrar as especulações. Em uma postagem feita na manhã desta sexta-feira (5/12), o senador confirmou oficialmente que foi escolhido pelo pai como o candidato do PL à Presidência da República em 2026. A declaração veio logo depois que o portal Metrópoles, na coluna de Paulo Cappelli, revelou que Jair Bolsonaro havia comunicado a aliados a decisão diretamente da carceragem da Polícia Federal em Brasília.

Flávio tratou de adotar um tom solene. Disse receber a missão com “grande responsabilidade” e classificou Jair Bolsonaro como “a maior liderança política e moral do Brasil”. A frase, evidentemente, provocou reações diversas — desde apoio fervoroso dos bolsonaristas até críticas de opositores, que lembraram justamente das acusações que levaram à prisão do ex-presidente.

“Confirmo a decisão de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu o senador, tentando transmitir a ideia de continuidade e fidelidade aos princípios do bolsonarismo.

Com a confirmação, o cenário político para 2026 ganha um novo capítulo — e, ao que tudo indica, as próximas semanas ainda devem render muitas declarações atravessadas, provocações e aquela disputa narrativa que já virou marca registrada da política brasileira recente.



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