Coreógrafo faz revelação bombástica sobre o momento desesperador da morte de ator aos 25 anos

O ator Vitor Eduardo Dumont Ferreira, mais conhecido artisticamente como Vitor Dumont, morreu aos 25 anos na noite do último sábado (6), durante a tão aguardada estreia do espetáculo Aladdin, em São Paulo. A notícia abalou profundamente colegas, amigos e todo o meio do teatro musical, onde ele já era visto como uma das promessas da nova geração. Além de atuar, Vitor também era bailarino, cantor e tinha formação em relações públicas — uma daquelas pessoas multitarefas que parecem sempre estar envolvidas em arte até o último fio de cabelo.

Na manhã desta segunda-feira (8), o corpo do jovem foi velado e sepultado no Cemitério Memorial Parque das Cerejeiras, no Jardim Ângela, zona sul da capital paulista. O clima era de dor, incredulidade e um silêncio pesado, daquele tipo que não precisa de explicação. Vários colegas de elenco apareceram visivelmente abatidos, alguns ainda sem acreditar no que tinha acontecido tão de repente.

Quem também prestou homenagem foi Francisco Ribeiro, coreógrafo e diretor teatral, que publicou um vídeo nas redes sociais contando, de forma emocionada, como foram os últimos momentos do amigo. O relato, simples e duro, viralizou rapidamente — até porque ninguém espera perder alguém tão jovem, ainda mais no palco, o lugar onde ele mais brilhava.

O que realmente aconteceu no palco?

Durante a apresentação, Vitor interpretava o famoso Gênio, um dos personagens mais queridos da história. A peça já caminhava para os minutos finais quando ele sofreu um mal súbito. Francisco relatou que faltavam cerca de 20 minutos para o encerramento quando o artista simplesmente caiu no palco. No início, parte da equipe até acreditou que tudo fazia parte de alguma improvisação — hábito comum de Vitor, que adorava inserir nuances espontâneas nos personagens para deixá-los mais vivos.

“Foi uma coisa muito repentina. Ele estava ótimo, sorrindo, leve. Era estreia, sabe? Todo mundo animado… E aí, no meio da cena, ele desmaiou. A gente achou que era brincadeira, porque ele improvisava muito. Só depois percebemos que não era”, contou Francisco, visivelmente abalado. O vídeo acumulou milhares de comentários, incluindo mensagens de outros profissionais do teatro musical e até de famosos que não conheciam Vitor, mas se solidarizaram com a família.

“Tentaram reviver meu amigo durante 1 hora”

O relato do coreógrafo ficou ainda mais dramático quando ele explicou que, logo após a queda, a pulsação de Vitor já estava muito baixa. Havia profissionais de saúde no local — bombeiros, dentistas, socorristas — e todos tentaram ajudar de alguma forma enquanto aguardavam o SAMU.

“O SAMU demorou uns 20 minutos para chegar. Eles tentaram reviver meu amigo durante 1 hora”, disse Francisco, tentando segurar as lágrimas no vídeo. A fala dele deixou claro que a equipe fez tudo o que podia, mas, infelizmente, nada foi capaz de reverter o quadro.

A instituição responsável pelo espetáculo confirmou que o ator passou mal no palco e não resistiu, morrendo ainda no local. Com a tragédia, todas as sessões seguintes do espetáculo foram imediatamente canceladas — decisão que foi amplamente compreendida pelo público, que enviou centenas de mensagens de apoio.

A morte de Vitor Dumont abre mais uma ferida no cenário cultural brasileiro, que já vinha sofrendo com perdas recentes. Jovem, talentoso, cheio de energia e planos, ele deixou sua marca no palco e nos corações de quem conviveu com ele. Para muitos, sua partida será lembrada como um choque difícil de superar — daqueles que nos fazem repensar a vida, o tempo e a fragilidade de tudo aquilo que amamos.



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