A clínica de estética de Rayane Figliuzzi, ex-participante de A Fazenda e atual namorada do cantor Belo, virou alvo de uma operação da Delegacia do Consumidor (Decon) e acabou interditada na quinta-feira (11), na Taquara, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A situação, que já estava rendendo comentários nas redes sociais, agora se transforma num caso policial que pode resultar em acusações sérias, envolvendo desde crimes contra as relações de consumo até possível lavagem de dinheiro.
Segundo a jornalista Fábia Oliveira, tudo começou com um boletim de ocorrência registrado por uma cliente que afirma ter sofrido queimaduras após passar por um procedimento estético na clínica ligada ao nome de Rayane. Esse tipo de relato, infelizmente, tem se tornado mais comum no universo dos tratamentos estéticos, onde a busca por resultados rápidos às vezes passa por cima do básico: segurança, técnica e profissionalismo. E, para completar, todo mundo sabe que celebridades e influenciadores hoje mexem diretamente na decisão das pessoas, então qualquer erro vira uma bola de neve.
A fiscalização ocorreu nas salas 301 e 307 de um prédio na Estrada Miguel Salazar Mendes de Moraes, endereço onde funciona o estabelecimento. Ao chegarem no local, os agentes encontraram uma esteticista em atendimento, apresentando-se como a responsável pela clínica. Nada mais comum em dias normais, mas, diante da denúncia, o clima mudou completamente.
A profissional identificada como Larissa Macedo Caldeira da Silva acabou presa em flagrante por crime contra as relações de consumo. Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli acompanharam tudo e identificaram problemas gravíssimos: medicamentos inadequados para uso humano, produtos vencidos, equipamentos sem esterilização e a completa falta de documentação exigida para o funcionamento de um espaço desse tipo. Para quem trabalha com estética, isso é praticamente uma sentença de falência, porque demonstra não só descuido, mas risco real à saúde das pessoas.
No auto policial, consta que o local foi imediatamente interditado, e a esteticista conduzida para as medidas cabíveis. A sensação é de que o caso ainda pode se desdobrar, até porque o nome de Rayane Figliuzzi aparece como responsável pelo empreendimento, o que naturalmente coloca a influenciadora numa posição complicada. Ela deverá responder por crimes contra as relações de consumo, crime contra a saúde pública e também por possível envolvimento em lavagem de dinheiro, algo que ainda está sendo apurado. É o tipo de acusação que faz qualquer assessoria perder o sono, ainda mais num momento em que celebridades vêm sendo cobradas por maior responsabilidade nos negócios que divulgam ou administram.

Nas redes sociais, o assunto já está circulando — principalmente porque Rayane ganhou holofotes nos últimos meses após engatar o relacionamento com Belo, que tenta retomar a carreira com novos projetos e aparições públicas. A interdição da clínica cai num momento delicado, num Brasil onde discussões sobre procedimentos estéticos, regulamentação da profissão e riscos em clínicas clandestinas estão cada vez mais presentes. Basta lembrar dos casos recentes que viralizaram no TikTok e no Instagram, onde clientes relataram complicações sérias depois de procedimentos supostamente simples.
A expectativa agora é entender como Rayane vai se posicionar. Até o momento, não houve pronunciamento oficial dela ou de sua equipe. O caso segue nas mãos da Delegacia do Consumidor, que deve continuar investigando a origem dos produtos encontrados, a responsabilidade sobre a gestão da clínica e o envolvimento direto da influenciadora.
O fato é que, num cenário em que estética virou um grande negócio e um grande risco ao mesmo tempo, episódios como esse acendem um alerta para clientes, profissionais e até para famosos que emprestam o nome — ou colocam o próprio CPF — em estabelecimentos que precisam seguir regras rígidas. E quando essas regras não são cumpridas, a conta chega rápido.