A Zeeng divulgou, nos últimos dias, um levantamento bem robusto sobre a presença e o desempenho de políticos brasileiros no Instagram — aquela rede onde, se piscar, já perdeu meia polêmica. O estudo analisou nada menos que 2.600 figuras públicas entre janeiro e junho de 2025, mapeando quem realmente move multidões digitais, quem só aparece de vez em quando e quem virou praticamente celebridade política na plataforma.
O relatório mergulhou em 442 mil publicações e rastreou cerca de 1,8 bilhão de interações. É coisa pra caramba, dá até pra imaginar uma sala cheia de analistas olhando gráficos o dia todo. A partir desse oceano de dados, veio a lista final: os 100 perfis que mais geram engajamento, levando em conta a média de interações por post e não apenas o volume bruto, o que deixa o ranking um pouco mais “justo”. No topo, nomes já conhecidos do ambiente digital, como Nikolas Ferreira, André Fernandes, Jair Bolsonaro, Erika Hilton e o presidente Lula.
Um ponto que chama bastante atenção é o recorte ideológico. Segundo o estudo, 69% dos políticos mais influentes pertencem à direita. O PL, que desde 2022 vem se consolidando como uma máquina de engajamento, aparece isolado como o partido mais forte no Instagram: sozinho, concentra 42% dos nomes com melhor desempenho. Se juntar o PL com União Brasil, PSD, PSOL e Novo, a fatia sobe para 73% da influência nacional na plataforma. É praticamente um ecossistema político dentro da rede social.
Falando em diversidade, o recorte de gênero revela outro dado importante — e até um pouco preocupante. Apenas 20% dos perfis presentes no ranking são de mulheres. Mesmo sendo minoria, elas demonstram uma capacidade de mobilização impressionante, muitas vezes conseguindo engajamento proporcionalmente maior que o de colegas homens. A presença de Erika Hilton entre os primeiros colocados reforça isso, já que ela segue sendo uma das políticas mais comentadas e compartilhadas no ambiente digital, inclusive quando se envolve em debates nacionais mais acalorados.
Outro ponto interessante é sobre o tipo de cargo. A Zeeng identificou que a maior parte dos influenciadores políticos pertence ao Legislativo. Deputados federais e estaduais, vereadores e senadores dominam o ranking. O curioso é que o engajamento não depende tanto de um mandato ativo. Há figuras sem cargo eletivo que seguem com alta performance, provando que, hoje, influência política não está restrita a quem tem cadeira no Congresso ou na Assembleia — basta manter uma comunidade engajada e um fluxo contínuo de conteúdo.
A geografia também pesa bastante no cenário digital. São Paulo e Rio de Janeiro, que já concentram boa parte dos debates políticos tradicionais, agora também dominam a paisagem do Instagram: quase metade dos nomes mais influentes são desses dois estados. Ainda assim, o levantamento mostra que a presença é nacional. Ao todo, 21 estados aparecem no ranking, o que indica que a disputa por atenção online não está totalmente centralizada no Sudeste.
No topo da lista, analisando a média de interações por postagem, o resultado ficou assim:
– Nikolas Ferreira (PL-MG): 1.591.156 interações
– Jair Bolsonaro (PL-RJ): 237.578 interações
– Rodrigo Manga (Republicanos-SP): 213.051 interações
– Erika Hilton (PSOL-SP): 178.686 interações
– André Fernandes (PL-MG): 158.002 interações
Os números mostram como a política brasileira, cada vez mais, se mistura com o entretenimento e a lógica de influenciadores. Quem domina o feed, muitas vezes, domina também o debate público. E, pelo visto, 2025 só reforçou essa tendência.
Confira a lista completa:
