Médico reage a tratamento de Virginia e faz alerta preocupante

Na última segunda-feira, dia 15, a influenciadora digital e empresária Virginia Fonseca voltou a movimentar as redes sociais ao falar abertamente sobre seu mais recente procedimento estético. Sempre muito transparente com seus seguidores, ela contou detalhes do tratamento que realizou no rosto e também não escondeu as dificuldades do pós-procedimento, algo que muita gente costuma ignorar quando vê apenas o “antes e depois” na internet.

Segundo Virginia, o procedimento exige cuidados importantes, como evitar exposição ao sol por alguns dias. O problema é que, para alguém com uma rotina intensa de gravações, compromissos comerciais e vida pessoal sempre corrida, simplesmente “sumir” não é uma opção. Foi aí que ela precisou improvisar formas de proteger a pele, mesmo sabendo que nem tudo sairia perfeito.

“Coloquei esse boné na intenção de não pegar sol no rosto, mas não vai adiantar de nada […] Tinha necessidade de inventar isso no rosto no fim do ano? Eu sendo eu”, disse a influenciadora, em tom de brincadeira, nos stories. A fala gerou identificação imediata entre seguidores, que elogiaram a sinceridade e o bom humor dela diante da situação.

Mas afinal, o que Virginia fez no rosto? De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, o procedimento realizado foi um laser de CO₂ profundo, conhecido como UltraPulse, feito pelo dermatologista Alessandro Alarcão. O próprio médico explicou, em vídeo publicado em seu perfil profissional, que o tratamento teve como objetivo melhorar marcas e cicatrizes de acne.

“A gente fez um laser UltraPulse, que é um CO₂ profundo para tratar marcas e cicatrizes de acne. Também usamos exossomos EXO-HL para ajudar a tirar as marquinhas. Agora vem o processo de recuperação, e a resposta mais significativa aparece mesmo após 20 ou 30 dias”, explicou o dermatologista.

Para entender melhor o procedimento e seus efeitos, a CARAS Brasil conversou com o Dr. Marcelo Moreira, médico cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Segundo ele, o laser de CO₂ fracionado é amplamente utilizado na medicina estética e tem resultados bastante positivos quando bem indicado.

“O laser atua por meio de microlesões controladas na pele, o que estimula a produção de colágeno e a renovação celular. Por isso, o aspecto da pele logo após o procedimento pode assustar quem não está familiarizado com a técnica”, explica o especialista.

Entre os efeitos mais comuns após o procedimento estão vermelhidão, inchaço, ardor e uma aparência mais sensibilizada da pele, principalmente nas primeiras 24 a 72 horas. De acordo com o médico, esses sinais fazem parte do processo inflamatório esperado e não indicam, necessariamente, uma complicação grave.

“Esses efeitos são normais e fazem parte da regeneração da pele. Não significam, por si só, uma queimadura grave”, reforça.

O Dr. Marcelo também destaca que a reação não é igual para todo mundo. A intensidade dos efeitos varia conforme a potência do laser, a profundidade da aplicação e, claro, as características individuais de cada paciente.

“Tratamentos mais superficiais costumam ter recuperação mais rápida. Já protocolos mais profundos, indicados para flacidez ou cicatrizes mais marcadas, exigem um pós-procedimento mais cuidadoso”, orienta.

Por fim, o cirurgião plástico esclarece que, quando realizado por um profissional habilitado, com indicação correta e acompanhamento adequado, o laser de CO₂ é um tratamento seguro, eficaz e com excelentes resultados a médio e longo prazo. O caso de Virginia, além de gerar curiosidade, acabou servindo também como alerta e informação para quem pensa em realizar procedimentos estéticos sem conhecer todas as etapas do processo.



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