Influencer perde a vida de forma lamentável ao sair do velório de jogador assassinado no Equador

O velório do jogador de futebol equatoriano Mario Pineida e de sua esposa, Guisella Fernández, realizado dois dias após o assassinato brutal do casal, acabou marcado por mais um episódio de violência que chocou o Equador. O que deveria ser um momento de despedida e luto terminou em nova tragédia. Pouco depois de deixar a cerimônia fúnebre, a influenciadora digital Karen Grunauer Franco, de 39 anos, amiga próxima de Guisella, foi assassinada a tiros na cidade de Guayaquil, aumentando ainda mais a sensação de medo e insegurança na região.

Karen havia participado do velório como forma de prestar solidariedade à família. Segundo informações divulgadas pelo jornal local Metro Ecuador, ela estava no banco do passageiro de um carro quando foi surpreendida por homens armados que passaram em outro veículo e efetuaram diversos disparos. O ataque ocorreu no dia 19 de dezembro, na paróquia de La Aurora, no cantão de Daule, exatamente a mesma área onde Mario Pineida foi sepultado. Para muitos moradores, a coincidência de local levanta ainda mais questionamentos.

Quando a polícia chegou à cena do crime, encontrou Karen caída na avenida 18 de Agosto, já sem vida. Ela apresentava múltiplos ferimentos provocados por arma de fogo. O motorista do veículo também foi atingido, mas, mesmo ferido, conseguiu dirigir até uma delegacia próxima para pedir socorro. Mais tarde, familiares o levaram a um hospital da região. Segundo as autoridades, ele permanece internado, em condição estável, fora de perigo imediato.

Até o momento, a polícia equatoriana não confirmou se há ligação direta entre o assassinato da influenciadora e a morte de Pineida e sua esposa. As investigações seguem em andamento, e agentes trabalham com várias hipóteses, inclusive a possibilidade de execução relacionada a redes criminosas que atuam na região. Guayaquil, vale lembrar, tem sido palco frequente de episódios violentos nos últimos meses, reflexo da escalada do crime organizado no país.

Morte de Pineida

Mario Pineida, de 33 anos, foi assassinado de forma premeditada por matadores de aluguel no dia 17 de dezembro, enquanto estava em um açougue ao lado da esposa. De acordo com relatos oficiais, o corpo do jogador foi encontrado em frente ao estabelecimento, enquanto o de Guisella estava caído na rua ao lado. A frieza da execução chocou não apenas o mundo do futebol, mas toda a população local.

Com a morte de Pineida, o Equador chegou ao alarmante número de quatro jogadores de futebol assassinados em 2025. Antes dele, também perderam a vida Jonathan González, de 31 anos, que atuava pelo 22 de Julio, além de Maicol Valencia, de 21, e Leandro Yépez, de 33, ambos do Exapromo Costa. As duas equipes disputam a segunda divisão do futebol equatoriano, o que mostra que a violência não escolhe status nem visibilidade.

Dentro de campo, Mario Pineida construiu uma carreira respeitada. Em 2025, atuou 14 vezes pelo Barcelona de Guayaquil, um dos clubes mais tradicionais do país. Ao longo da trajetória profissional, defendeu diversas equipes do Equador e teve uma passagem internacional pelo Fluminense, no Brasil, em 2022. No Tricolor das Laranjeiras, entrou em campo em 24 partidas, deixando boa impressão pela regularidade e dedicação.

A sequência de mortes envolvendo jogadores e pessoas próximas escancara um problema que vai além do esporte. A violência urbana, cada vez mais presente no Equador, tem transformado despedidas em novos velórios e gerado uma sensação constante de luto coletivo. O caso de Karen Grunauer Franco, morta logo após homenagear amigos, simboliza esse ciclo cruel que insiste em se repetir.



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