Pico Paraná: Amiga que abandonou jovem se retrata e faz promessa; entenda

O caso envolvendo o jovem Roberto Farias Thomaz, de apenas 19 anos, ganhou novos desdobramentos nesta semana e terminou, felizmente, com um desfecho que muitos já temiam não acontecer. Roberto foi encontrado com vida após passar dias desaparecido no Pico Paraná, o ponto mais alto do Sul do Brasil. A história mobilizou equipes de resgate, autoridades e chamou atenção nas redes sociais, principalmente por conta da atitude de Thayane Smith, que estava com ele no momento do desaparecimento.

Thayane, que seguia a trilha ao lado de Roberto após a virada do ano, veio a público pedir desculpas depois que o jovem foi localizado e levado ao hospital. Visivelmente abalada, ela reconheceu o erro de ter seguido sozinha e afirmou que jamais repetirá a atitude. Em entrevista ao SBT, foi direta: disse que aprendeu da pior forma uma regra básica do montanhismo, a de nunca deixar um companheiro para trás.

“Eu errei, e isso me marcou. Nunca mais vou fazer isso, dou minha palavra”, afirmou. Segundo ela, se tivesse permanecido ao lado de Roberto, toda a situação poderia ter sido evitada. Havia planos para os dias seguintes da viagem, dias 2 e 3, que simplesmente não aconteceram por causa da decisão errada tomada naquele momento. Thayane também pediu desculpas à família do jovem, reconhecendo o sofrimento causado durante os dias de incerteza.

O desaparecimento aconteceu na manhã da última quinta-feira, 1º de janeiro, durante a descida da trilha. Em algum ponto do trajeto, Roberto acabou se separando do grupo. A partir daí, começou uma verdadeira corrida contra o tempo. As buscas envolveram equipes terrestres e aéreas, enfrentando uma área extremamente difícil, com mata fechada, trechos íngremes, penhascos perigosos e mudanças bruscas de clima, algo comum naquela região.

Quem conhece o Pico Paraná sabe que não se trata de uma trilha simples. São 1.877 metros de altitude, exigindo preparo físico, experiência e, principalmente, responsabilidade. Não é raro ver casos de pessoas despreparadas se colocando em risco, o que reacende sempre o debate sobre segurança em trilhas e montanhas, assunto que voltou a circular forte nas redes nos últimos dias, junto com outros casos recentes de resgates em ambientes naturais pelo país.

Diante da gravidade da situação, o Instituto Água e Terra (IAT) decidiu restringir temporariamente o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná. A medida teve como objetivo evitar novos acidentes e facilitar o trabalho das equipes de busca, que já enfrentavam condições bastante complicadas. A Polícia Civil também acompanhou o caso desde o início e abriu um procedimento para apurar as circunstâncias do desaparecimento, inicialmente tratado como um incidente em ambiente natural, sem indícios de crime.

O resgate de Roberto trouxe alívio, mas também deixou lições importantes. Especialistas e montanhistas experientes reforçaram que trilhas desse nível não permitem decisões individuais sem considerar o grupo. Um erro pequeno pode virar um problema enorme, como ficou claro nesse episódio.

Apesar das críticas que surgiram, principalmente nas redes sociais, Thayane afirmou que assume a responsabilidade pelo que aconteceu e que vai carregar essa experiência como um aprendizado duro, porém necessário. O episódio serve de alerta não só para quem pratica montanhismo, mas para qualquer atividade em ambientes naturais: preparo, planejamento e companheirismo não são opcionais.

No fim das contas, o mais importante é que Roberto está vivo. Agora, resta a recuperação física e emocional, tanto dele quanto de todos os envolvidos, enquanto o caso segue sendo analisado pelas autoridades.



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