Desesperada, Michelle faz pedido ousado para Gilmar Mendes; entenda

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu nesta semana a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para uma conversa reservada em seu gabinete, em Brasília. O encontro não foi divulgado oficialmente na agenda da Corte, mas acabou vindo à tona nos bastidores políticos e jurídicos da capital. Segundo pessoas próximas, o clima da reunião foi de apelo, preocupação e muita tensão emocional.

De acordo com informações repassadas por aliados, Michelle pediu diretamente a Gilmar Mendes que avaliasse a possibilidade de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue detido na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal. Bolsonaro foi preso no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado, um dos processos mais graves já enfrentados por um ex-chefe do Executivo no Brasil.

A ex-primeira-dama teria relatado ao ministro que o marido não estaria bem de saúde. Nos últimos dias, Michelle vem usando as redes sociais para falar sobre o estado físico e emocional de Bolsonaro. Na sexta-feira passada (9), ela afirmou que o ex-presidente tem apresentado tonturas frequentes ao se levantar da cama, o que, segundo ela, aumenta o risco de novas quedas dentro da cela.

Em uma publicação no Instagram, Michelle disse estar com medo real de que Bolsonaro caia novamente e sofra algo mais sério. Ela explicou que os sintomas seriam consequência do uso contínuo de medicamentos, alguns deles fortes, prescritos após episódios recentes ocorridos na prisão. “Não é frescura, é preocupação de esposa mesmo”, escreveu ela, em tom pessoal, tentando humanizar a situação.

A defesa do ex-presidente também tem atuado de forma intensa. Advogados já protocolaram pedidos formais solicitando a conversão da prisão em regime domiciliar, alegando questões médicas e psicológicas. Esses pedidos foram encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Até o momento, todos foram analisados e negados. Moraes tem sustentado que não há elementos suficientes que justifiquem a mudança do regime prisional.

Enquanto isso, relatos sobre os dias de Jair Bolsonaro na prisão vêm sendo descritos por aliados como difíceis e até agonizantes. Pessoas próximas afirmam que o ex-presidente reclama constantemente do barulho do ar-condicionado da unidade, que ele classifica como “torturante”. Segundo esses relatos, o ruído seria contínuo e atrapalharia o sono, agravando ainda mais seu estado emocional.

Desde que foi preso, Bolsonaro já passou por duas cirurgias. A primeira ocorreu por causa de um forte quadro de soluços persistentes, que, segundo médicos, estava impedindo o ex-presidente de dormir adequadamente durante a noite. A segunda intervenção, curiosamente, também teve relação com o mesmo problema, que teria voltado dias depois.

Em outro episódio que gerou preocupação, Jair Bolsonaro precisou ser hospitalizado após cair dentro da unidade prisional e bater a cabeça no chão. O diagnóstico foi de traumatismo craniano leve. Após o incidente, os médicos decidiram incluir medicação antidepressiva no tratamento, o que passou a ser usado como mais um argumento pela defesa para justificar o pedido de prisão domiciliar.

Nos corredores de Brasília, o encontro entre Michelle Bolsonaro e Gilmar Mendes foi visto como uma tentativa final de sensibilização. Não se sabe, porém, se o apelo terá algum efeito prático. No STF, a avaliação geral é de que o caso seguirá sendo tratado com rigor, independentemente da pressão política ou emocional. Ainda assim, a movimentação da ex-primeira-dama mostra que a batalha jurídica e humana em torno da prisão de Bolsonaro está longe de acabar.



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