Miguel Abdala Netto, tio materno de Suzane von Richthofen, foi encontrado morto há cerca de uma semana, e o caso ainda segue cercado de dúvidas. Até agora, a Polícia Civil de São Paulo não oficializou a causa da morte, o que mantém o episódio registrado como “morte suspeita”. Mesmo assim, informações preliminares apontam para a possibilidade de um ataque cardíaco fulminante, segundo indícios levantados durante exames iniciais do Instituto Médico Legal (IML).
As informações foram divulgadas pelo jornalista Ullisses Campbell, em sua coluna “True Crime”, no jornal O Globo. De acordo com uma fonte ouvida pelo colunista dentro do próprio IML, a principal hipótese é de infarto, principalmente por conta do inchaço acentuado do coração e também do corpo. Quando Miguel foi encontrado, o cadáver já estava em avançado estado de decomposição, o que dificulta análises mais precisas e acaba atrasando a conclusão dos laudos oficiais.
Apesar de não terem sido encontrados sinais aparentes de violência, nem indícios de arrombamento na residência onde o corpo foi localizado, a Polícia Civil optou por registrar o caso como morte suspeita. A decisão se deve, segundo a investigação, às circunstâncias do achado e ao fato de que a causa do óbito ainda não foi confirmada oficialmente. Em situações assim, o protocolo manda cautela, ainda mais quando há questões patrimoniais envolvidas.
Em nota enviada ao portal Terra, a Polícia Civil informou que aguarda os resultados finais dos laudos periciais e ressaltou que não é possível estimar um prazo para a conclusão dos exames. O tempo de resposta, segundo a corporação, varia de acordo com a complexidade de cada caso, algo comum em ocorrências que envolvem corpos encontrados dias após a morte.
Suzane tentou liberar o corpo
Um detalhe que chamou atenção nos últimos dias foi a movimentação de Suzane von Richthofen em meio ao caso. Segundo Ullisses Campbell, Suzane compareceu à 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul da capital paulista, com o objetivo de tentar liberar o corpo do tio. A delegacia, por sinal, é um local bastante simbólico na história dela. Foi ali, em 2002, que foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen, crime que chocou o país e segue sendo lembrado até hoje.
Suzane, no entanto, não conseguiu autorização para liberar o corpo de Miguel. Essa liberação abriria caminho para que ela desse início aos trâmites legais e pudesse se tornar inventariante dos bens deixados pelo médico. Miguel Abdala Netto não era casado e não tinha filhos, o que faz com que os parentes consanguíneos mais próximos sejam justamente Suzane e seu irmão, Andreas von Richthofen.
A tentativa de Suzane reacendeu debates nas redes sociais e em programas policiais, algo que costuma acontecer sempre que o sobrenome Richthofen volta ao noticiário. Mesmo após mais de duas décadas do crime, o caso ainda provoca reações fortes no público, que acompanha cada novo capítulo com atenção e, muitas vezes, desconfiança.
Patrimônio milionário
De acordo com informações do colunista, Miguel deixou um patrimônio considerável. Entre os bens estão uma casa, um apartamento localizado no Campo Belo, bairro de classe média alta da zona sul de São Paulo, além de um sítio no litoral paulista. A estimativa é de que o valor total dos bens gire em torno de R$ 5 milhões.
Enquanto a causa da morte não é oficialmente confirmada e os laudos não são concluídos, qualquer movimentação relacionada à herança segue travada. A Polícia Civil continua acompanhando o caso, que, mesmo sem sinais claros de crime, permanece sob análise. Até lá, o mistério em torno da morte de Miguel Abdala Netto segue alimentando especulações e mantendo o nome de Suzane von Richthofen novamente no centro das atenções.