O piloto Pedro Arthur Turra Basso, de apenas 19 anos, falou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre a briga que terminou com um adolescente de 16 anos gravemente ferido, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Durante o depoimento, dado após sua prisão, o jovem afirmou que não teve intenção de machucar o adolescente, mas sim de “apartar a confusão” que, segundo ele, saiu do controle em poucos minutos.
O caso aconteceu após uma confraternização em um condomínio da região e ganhou repercussão nos últimos dias, principalmente nas redes sociais, onde vídeos e relatos começaram a circular rapidamente. Em audiência de custódia realizada neste sábado (24/1), Pedro acabou sendo liberado pela Justiça, mas segue sendo investigado.
De acordo com o relato do próprio piloto, tudo começou quando ele e mais quatro amigos chegaram juntos de carro para uma festa no local. O grupo entrou no condomínio, conversou um pouco do lado de fora da casa e, em determinado momento, uma moradora reclamou do barulho. Diante disso, eles decidiram sair dali e ficaram na rua, em frente à entrada do condomínio, já se preparando para ir embora.
Foi nesse instante que a situação, aparentemente banal, acabou tomando outro rumo. A vítima foi se despedir de um amigo em comum do grupo quando Pedro, segundo contou à polícia, jogou um chiclete em direção a esse colega. Para ele, seria apenas uma brincadeira comum entre amigos, algo que já acontecia outras vezes.
No entanto, a brincadeira quase acertou o adolescente de 16 anos. Alguns colegas alertaram Pedro sobre isso e, conforme o depoimento, o adolescente teria reagido dizendo que, se fosse atingido, “quebraria na porrada”. O piloto afirmou que, naquele momento, achou que tudo não passava de mais uma brincadeira e não levou a fala tão a sério.
“Eu pensei que ele tava zoando. Aí eu desci do carro e falei pra ele falar isso na minha cara”, disse Pedro em depoimento. Segundo ele, o adolescente se aproximou muito, o que o levou a empurrá-lo. Na sequência, o jovem teria tentado dar um soco, dando início à briga.
Pedro relatou que tentou conter o adolescente, mas que ele não parava. “Eu tava tentando apartar e jogar ele pra fora, mas ele não parava. Aí eu tive que dar uns murros, porque se não ele não iria parar”, afirmou. A versão apresentada pelo piloto é de que a intenção não era machucar, mas cessar a agressão.
Após o fim da confusão, Pedro e os amigos deixaram o local de carro e foram para casa. Ele contou que dormiu normalmente e só depois tomou conhecimento da gravidade do estado de saúde do adolescente, que precisou de atendimento médico urgente.
O caso chama atenção não apenas pela violência, mas também pelo perfil do envolvido. Além de jovem, Pedro Turra atua como piloto, participando de competições e eventos ligados ao automobilismo. Fora das pistas, ele também demonstra interesse em empreender, segundo pessoas próximas, buscando construir carreira além do esporte.
Enquanto isso, o episódio segue sendo investigado pela PCDF. A defesa sustenta que não houve intenção de causar lesões graves, enquanto a família da vítima cobra justiça e responsabilização. O caso reacende debates sobre brigas entre jovens, impulsividade e como situações simples podem acabar em consequências sérias, algo que infelizmente tem se repetido com frequência no Distrito Federal e em outras regiões do país.
Agora, resta aguardar os próximos passos da investigação para esclarecer, de vez, o que realmente aconteceu naquela noite.