Ex-namorado confessa crime e revela destino de arquiteta desaparecida há 3 meses

A prisão de um homem suspeito de ter matado a arquiteta Fernanda Silveira Andrade, de 29 anos, trouxe à tona um caso que vinha angustiando familiares e amigos desde outubro do ano passado. A ação aconteceu na manhã deste sábado (24), quando a Polícia Militar conseguiu localizar o investigado no extremo sul de São Paulo. Pouco depois de ser detido, ele acabou indicando o local onde o corpo da jovem estava enterrado, encerrando meses de incertezas, mas abrindo uma ferida ainda maior.

Segundo a PM, o homem tinha mandado de prisão em aberto e já era procurado pela Justiça. O nome dele não foi divulgado. De acordo com as primeiras informações, ele era ex-namorado de Fernanda e já teria agredido a vítima em outras ocasiões. A família, inclusive, havia procurado a polícia anteriormente para relatar ameaças que ela vinha sofrendo, o que agora ganha um peso ainda mais triste.

Fernanda estava desaparecida desde o início de outubro, quando retornou de uma viagem ao Guarujá, no litoral paulista. Após essa volta, ela teria sido vista pela última vez na região de Parelheiros, no extremo sul da capital. Desde então, o silêncio tomou conta. Mensagens não eram respondidas, ligações iam direto para a caixa postal e o desespero só crescia. Quem já passou por isso sabe: cada dia sem notícia parece um mês inteiro.

Moradora da cidade de São Paulo, Fernanda tinha familiares em Bragança Paulista, no interior do estado. A distância geográfica só aumentava a angústia. Amigos chegaram a fazer campanhas nas redes sociais, compartilhando fotos e pedindo qualquer informação que ajudasse a encontrá-la. Em tempos em que desaparecimentos viram manchete quase todo dia, o caso dela se somou a tantos outros que infelizmente acabam esquecidos.

A prisão do suspeito ocorreu após uma denúncia anônima indicar que ele estaria escondido em uma casa no bairro Engenheiro Marsilac, também no extremo sul paulistano. Durante a abordagem, segundo a PM, ele teria confessado, em entrevista preliminar, o feminicídio e a ocultação de cadáver. Em seguida, levou os policiais até um segundo endereço, uma área de mata fechada, de difícil acesso, próxima à avenida Sérgio Landulfo Furtado, em Parelheiros.

No local indicado, os agentes encontraram um corpo enterrado. A área foi imediatamente isolada para o trabalho da perícia técnica e, depois, para a retirada do corpo. Em nota oficial, a Polícia Militar confirmou a ocorrência e afirmou que todos os procedimentos legais foram adotados. Até o momento, não foi informado oficialmente como Fernanda foi morta, o que ainda será apurado pelas investigações.

Durante a ação, os policiais também apreenderam um revólver calibre .38 e cerca de 20 munições, que podem ou não ter relação direta com o crime. Esse detalhe, claro, será analisado pela Polícia Civil. A ocorrência será registrada no 101º Distrito Policial, que ficará responsável pela continuidade do caso.

Mais um episódio que escancara a realidade dura do feminicídio no Brasil, um problema que segue fazendo vítimas, apesar das leis e campanhas de conscientização. O caso de Fernanda não é isolado e se soma a estatísticas que chocam, mas que infelizmente já não surpreendem tanto quanto deveriam. Para a família, resta agora o luto, a dor e a busca por justiça. Justiça que, para muitos, nunca vem completa, mas que precisa, no mínimo, dar uma resposta.



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