Adolescente não resiste após ser mordido por tubarão em praia de Olinda

Um adolescente de apenas 13 anos morreu depois de ser atacado por um tubarão na praia de Del Chifre, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, na tarde desta quinta-feira (29/1). A vítima foi identificada como Deivson Rocha Dantas. Ele ainda chegou a ser socorrido por pessoas que estavam no local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao hospital.

Segundo relatos de banhistas, o garoto estava na água com amigos, brincando como qualquer criança em um dia de calor forte no litoral pernambucano. Em um momento que ninguém soube explicar direito, o ataque aconteceu. Vídeos que circularam rapidamente nas redes sociais mostram a correria, gritos e pessoas tentando ajudar o menino, em uma cena que chocou quem estava na praia e também quem assistiu depois pela internet.

Deivson foi colocado às pressas em um carro particular e levado para o Hospital do Tricentenário. No entanto, o médico Levy Dalton, responsável pelo atendimento, explicou que o adolescente já chegou à unidade sem sinais vitais. De acordo com ele, a gravidade da lesão foi determinante. “Ele tinha uma lesão bastante extensa, num local de artérias no membro inferior. Como a lesão foi muito grande, provavelmente houve uma perda de sangue muito intensa”, disse o médico, visivelmente abalado.

Ainda conforme testemunhas, o tubarão teria mordido o adolescente na região das nádegas, atingindo áreas sensíveis e provocando um sangramento forte. Mesmo com a tentativa de primeiros socorros feitas ali mesmo na areia e depois no caminho até o hospital, não foi possível salvar a vida do garoto. “Fizemos todas as medidas possíveis dentro do suporte avançado de vida, mas infelizmente não conseguimos reanimá-lo”, completou o médico.

A tragédia reacende um debate antigo em Pernambuco, especialmente na região do Grande Recife, onde ataques de tubarão não são novidade. A praia de Del Chifre, por exemplo, possui pelo menos quatro placas de aviso alertando sobre o risco de incidentes com tubarões, segundo informações do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit). Mesmo assim, muita gente ignora os alertas, seja por costume, seja por achar que “nunca vai acontecer”.

Quem frequenta o local diz que as placas estão lá, mas acabam virando parte da paisagem. “A gente vê, mas não imagina que algo assim possa acontecer com um menino tão novo”, comentou uma moradora da região, que preferiu não se identificar. O sentimento é de choque e revolta, misturado com tristeza profunda.

Nos últimos anos, principalmente em períodos de férias e calor intenso, especialistas têm reforçado orientações para evitar o banho de mar em áreas sinalizadas, principalmente em horários de maré cheia ou com água turva. Mesmo assim, a realidade mostra que a prevenção ainda não é suficiente.

A morte de Deivson acontece em um momento em que o país discute segurança em espaços públicos e a falta de fiscalização adequada em praias urbanas. Nas redes sociais, muitas pessoas cobraram mais ações do poder público, enquanto outras lamentaram a perda e prestaram homenagens à família do adolescente.

No fim das contas, fica a dor de uma vida interrompida cedo demais e o alerta, mais uma vez, de que os riscos existem e precisam ser levados a sério. Para a família, amigos e quem presenciou a cena, o dia 29 de janeiro vai ficar marcado de forma que ninguém queria lembrar.



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