Ministro Luiz Fux é diagnosticado com pneumonia dupla

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi diagnosticado com pneumonia dupla e, por orientação médica, precisou reduzir a agenda presencial nos próximos dias. A informação foi confirmada por fontes próximas à Corte e divulgada inicialmente pelo portal G1. Apesar do susto que o nome da doença costuma causar, o quadro de saúde do magistrado é considerado estável, e ele está em tratamento domiciliar, em casa, seguindo as recomendações médicas.

Segundo apuração, Fux comunicou pessoalmente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que não poderá comparecer presencialmente à sessão que marca a reabertura do Ano Judiciário, prevista para a próxima segunda-feira (2). A decisão não teve relação com agravamento do quadro, mas sim com o risco de transmissão do vírus. Como a pneumonia dupla tem origem viral, no caso associada ao vírus Influenza, o cuidado maior é evitar contato próximo com outras pessoas, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação, como o plenário do Supremo.

Mesmo afastado fisicamente, o ministro não ficará totalmente distante dos trabalhos. Ele deve participar da sessão de forma remota, usando os sistemas de videoconferência já adotados pelo STF desde a pandemia da Covid-19. Aliás, esse modelo híbrido virou quase rotina no Judiciário brasileiro, principalmente quando envolve questões de saúde ou compromissos oficiais simultâneos. Não é mais novidade, mas ainda chama atenção quando envolve figuras centrais da Corte.

A pneumonia dupla, vale explicar, é caracterizada pelo comprometimento dos dois pulmões. Diferente de uma gripe comum, ela pode causar sintomas mais intensos, como falta de ar, febre persistente, cansaço extremo e tosse contínua. No entanto, quando diagnosticada precocemente, como parece ser o caso de Fux, o tratamento costuma ter boa resposta. Médicos reforçam que o repouso e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença na recuperação.

Nos bastidores do Supremo, a avaliação é de tranquilidade. Assessores relatam que o ministro segue despachando assuntos internos, dentro do possível, e mantém contato frequente com a equipe. Nada de clima de alarme, ao menos por enquanto. A expectativa é que, com a evolução positiva do tratamento, ele retome gradualmente as atividades presenciais nas próximas semanas.

O afastamento temporário acontece em um momento simbólico para o Judiciário. A reabertura do Ano Judiciário costuma reunir autoridades dos Três Poderes e serve como uma espécie de termômetro político e institucional para o que vem pela frente. Em anos recentes, essas cerimônias ganharam ainda mais atenção por conta de discursos firmes em defesa da democracia e do papel das instituições, especialmente após os episódios de tensão política no país.

Luiz Fux, que já presidiu o STF, é conhecido pelo perfil mais discreto, mas firme em decisões consideradas sensíveis. Sua ausência física será notada, ainda que sua participação virtual minimize o impacto institucional. Nos corredores de Brasília, esse tipo de situação acaba gerando comentários, especulações e até exageros, algo comum quando se trata de saúde de autoridades. Por isso, a Corte fez questão de ressaltar que o quadro é estável e não inspira maiores preocupações.

Em tempos de circulação intensa de vírus respiratórios, como o Influenza, casos assim servem também de alerta. Especialistas têm reforçado a importância da vacinação e dos cuidados básicos, especialmente entre idosos e pessoas com rotina intensa de trabalho. No caso do ministro, a decisão de evitar exposição demonstra cautela e responsabilidade, algo que, convenhamos, nem sempre é seguido por todo mundo.

Por ora, o que se sabe é isso: Luiz Fux está em casa, em tratamento, participando remotamente das atividades e com previsão de recuperação tranquila. O Supremo segue funcionando normalmente, e o Ano Judiciário começa, mais uma vez, adaptado aos desafios do momento.



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