Andreas von Richthofen, irmão mais novo de Suzane von Richthofen, voltou a ter o nome citado recentemente em meio a mais um capítulo envolvendo a família, mas, desta vez, pela ausência. Diferente da irmã, ele não demonstrou qualquer interesse em participar da disputa judicial relacionada à herança do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto no último dia 9 de janeiro, em São Paulo.
Segundo informações apuradas pela coluna da jornalista Fabíola Oliveira, até o momento não existe nenhuma petição, solicitação formal ou manifestação jurídica feita por Andreas ou por representantes legais em seu nome. Ou seja, oficialmente, ele não se posicionou como possível herdeiro nem demonstrou vontade de acompanhar o processo de inventário dos bens deixados pelo tio.
Essa postura discreta chama atenção, principalmente porque o caso voltou a ganhar espaço na mídia nas últimas semanas, em meio a um início de ano já marcado por notícias policiais e disputas judiciais de grande repercussão. Mesmo assim, Andreas preferiu manter distância do embate, ao contrário de Suzane von Richthofen, que está diretamente envolvida na ação.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, os bens de Miguel Abdalla Netto se tornaram alvo de disputa justamente porque o médico não deixou testamento. Ele não era casado oficialmente e também não tinha filhos, o que abriu espaço para diferentes interpretações legais sobre quem teria direito à herança. Estima-se que o patrimônio deixado por ele gire em torno de R$ 5 milhões, valor considerável mesmo para os padrões do mercado imobiliário paulista.
Entre os bens estariam, pelo menos, três imóveis localizados em São Paulo, além de carros de luxo. Miguel era dono da casa onde morava, no bairro do Campo Belo, imóvel que acabou se tornando cenário de sua morte. Também possuía uma propriedade recebida por doação do pai e uma sala comercial situada no Condomínio Bonnaire Office, região que abrange áreas do Butantã e de Santo Amaro, zonas valorizadas da capital.
Com isso, a disputa pela função de inventariante do espólio passou a ser travada entre Suzane e Silvia Magnani, prima de Suzane e ex-companheira de Miguel. Suzane, que atualmente cumpre pena em regime aberto, sustenta que tem prioridade legal por ser parente consanguínea mais próxima do médico. Já Silvia argumenta que manteve uma relação estável com Miguel por mais de dez anos, o que, segundo ela, justificaria sua responsabilidade na administração dos bens.
Esse embate de versões tem sido analisado pela Justiça e ainda não há uma definição final sobre quem ficará responsável pelo inventário. Enquanto isso, o silêncio de Andreas segue absoluto, reforçando a percepção de que ele prefere se manter afastado de qualquer novo desgaste público envolvendo o sobrenome da família.
Miguel Abdalla Netto tinha 76 anos quando morreu e foi encontrado já em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona dentro de casa. O corpo foi localizado por um vizinho, que estranhou a ausência prolongada do médico. O atestado de óbito apontou a causa da morte como indeterminada, o que também gerou especulações, embora nada de concreto tenha sido divulgado até agora.
O caso segue em andamento e deve continuar chamando atenção nos próximos meses, especialmente pela complexidade familiar e pelo histórico já conhecido dos envolvidos. Enquanto Suzane e Silvia disputam espaço na Justiça, Andreas segue fora dos holofotes, mantendo uma postura reservada que contrasta com todo o barulho em torno da herança.