Flávio Bolsonaro surpreende e aparece à frente de Lula em SP; Tarcísio amplia vantagem no maior colégio eleitoral do país
Olha… se a eleição fosse hoje e apenas os eleitores de São Paulo decidissem o rumo do Palácio do Planalto, o cenário não seria nada confortável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que mostra um levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (12), que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma ligeira — mas simbólica — vantagem sobre o petista no maior colégio eleitoral do Brasil.
No primeiro cenário estimulado, quando o eleitor escolhe o candidato a partir de uma lista pronta, Flávio aparece com 37,8% das intenções de voto. Lula vem logo atrás, com 33,7%. A diferença é pequena, é verdade, mas politicamente falando ela pesa. Ainda mais em São Paulo, estado que costuma influenciar o clima nacional da disputa.
Na mesma simulação, outros nomes correm por fora: Ratinho Junior (PSD) soma 8,2%, Romeu Zema (Novo) tem 3,2%, Tereza Cristina (Progressistas) marca 2,7%, Renan Santos (Missão) aparece com 2,2% e Aldo Rebelo (DC) registra 1,3%. Entre os entrevistados, 6,8% disseram que votariam em branco, nulo ou nenhum, enquanto 4,1% afirmaram não saber ou preferiram não opinar. É um número considerável de indecisos, diga-se.
Já em um segundo cenário, com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no lugar de Flávio, o quadro muda — e muda bastante. Tarcísio alcança 40,3%, abrindo uma vantagem mais folgada sobre Lula, que marca 33,9%. Mesmo já tendo sinalizado que não pretende disputar a Presidência, o governador paulista mostra força dentro de casa. E isso, convenhamos, chama atenção.
Nesse recorte, Romeu Zema sobe para 4,7%, Tereza Cristina vai a 3%, Renan Santos aparece com 2,7% e Aldo Rebelo com 1,2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 8,8%, e 5,5% não souberam responder.
Agora, quando a pergunta é feita de forma espontânea — ou seja, sem apresentar lista de nomes — Lula leva vantagem. Ele é citado por 21,1% dos eleitores paulistas. Flávio Bolsonaro aparece com 14,4% e Tarcísio com 3,3%. Curiosamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo preso e inelegível até 2030, ainda é lembrado por 5,1% dos entrevistados. Um dado que mostra como o bolsonarismo segue vivo no imaginário de parte do eleitorado, mesmo diante das turbulências recentes.
E não para por aí. O instituto também simulou três cenários de segundo turno — e, em todos eles, Lula sairia derrotado em São Paulo. Contra Flávio Bolsonaro, o senador teria 49,1%, enquanto o petista ficaria com 38,2%. Brancos e nulos somam 7,8%, e 4,9% não souberam ou não quiseram responder.
Em um eventual embate entre Tarcísio e Lula, a diferença seria ainda maior: 53,7% para o governador contra 36% para o presidente. Já num confronto com Ratinho Junior, Lula teria 37%, enquanto o paranaense alcançaria 47,5%. Ou seja, o cenário paulista não está nada simples para o atual chefe do Executivo.
A pesquisa ouviu 1.580 eleitores entre os dias 6 e 10 de fevereiro, de forma presencial. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07683/2026.
Claro que ainda é cedo, muito cedo, para cravar qualquer coisa. Pesquisa é retrato do momento — e o momento político muda quase toda semana. Basta ver como o noticiário político anda agitado desde o começo do ano, com embates no Congresso, discussões sobre economia e a temperatura das redes sociais sempre em ebulição.
Mas uma coisa é certa: em São Paulo, pelo menos por enquanto, Lula enfrenta um terreno mais árido do que seus aliados gostariam de admitir. E eleição, como a gente sabe, se ganha voto a voto. Ou se perde também.