O apresentador Gominho resolveu abrir o coração e falar de um jeito bem sincero sobre como está sendo encarar o primeiro Carnaval sem a presença da amiga Preta Gil. O desabafo aconteceu durante uma conversa exclusiva com o portal iBahia, direto do tradicional Expresso 2222, em Salvador. E olha… deu pra sentir na voz dele que não é fácil.
No meio da folia, com trio passando, gente dançando e aquele calor típico de fevereiro na Bahia, Gominho falou da ausência que, segundo ele, é impossível não notar. “Mesmo com a ausência dela aqui, é um ambiente muito a cara dela”, disse, visivelmente emocionado. Ele lembrou que Preta amava o Expresso, defendia aquele espaço como um ponto de encontro de diversidade, de troca, de liberdade. Era quase uma extensão da própria personalidade dela.
E não é exagero. Quem já viu Preta no Carnaval sabe que ela vivia aquilo intensamente. Não era só festa, era posicionamento, era celebração de quem se é. O Expresso 2222 sempre teve essa pegada mais democrática, mais plural. E Gominho fez questão de reforçar isso. Segundo ele, a cantora lutava muito para manter aquele espírito vivo. E agora, sem ela fisicamente ali, fica um vazio — mesmo com o som alto e a multidão.
Mas, ao mesmo tempo, ele tenta se manter firme. Disse que está feliz, sim. Feliz dentro do possível. “Eu estou feliz, mesmo com a ausência dela, porque tenho certeza que ela iria querer que a gente se esforçasse ao máximo para estar bem”, afirmou. É aquele tipo de frase que mistura dor e força na mesma medida.
Ele contou também que vem trabalhando o emocional desde antes do Carnaval começar. Não foi algo improvisado. Já sabia que seria difícil. Então, segundo ele, precisou se preparar psicologicamente para chegar na folia com a energia que acredita que a amiga gostaria de ver. Não queria transformar o momento só em tristeza. E isso diz muito.
Nos últimos anos, Gominho praticamente viveu o Carnaval de outra forma. Ele relembrou que passou três carnavais sem trabalhar, acompanhando Preta mais de perto. Foi um período diferente, mais reservado, mais focado nela. Agora, a realidade mudou. Ele voltou a trabalhar intensamente durante a festa, mas tenta equilibrar com momentos de diversão. “Estou trabalhando bastante, mas também me divertindo”, comentou.
E dá pra entender esse conflito. O Carnaval de Salvador não para. A cidade ferve, os camarotes lotam, os artistas se revezam nos trios elétricos. Enquanto muita gente só vê brilho e glitter, quem está ali por dentro carrega também histórias, saudade, lembranças. Às vezes a gente esquece que por trás das câmeras existem pessoas reais, com sentimentos reais.
O mais interessante é perceber como Gominho fala dela no presente, quase como se ainda estivesse ali, só em outro plano. Isso é bonito, de certa forma. Mostra que a amizade não acaba com a ausência física. Fica nas memórias, nas músicas, nas risadas que ecoam.
No fim das contas, esse Carnaval para ele não é só mais uma cobertura, mais um evento na agenda. É um marco. Um divisor de águas. O primeiro sem a presença constante da amiga que transformava qualquer espaço em palco de afeto. E mesmo com os olhos marejados em alguns momentos, ele escolheu celebrar. Porque, segundo ele, é isso que ela gostaria.
E talvez seja mesmo. Entre a dor e a alegria, o Carnaval segue. E Gominho também.