Eduardo rompe o silêncio e aponta motivo oculto por trás da prisão de Bolsonaro

Em entrevista recente à “Fox News”, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro voltou a defender o pai, Jair Bolsonaro, e fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A conversa com a emissora americana esquentou o debate político que já anda fervendo nos bastidores de Brasília, principalmente com o horizonte das eleições de 2026 se aproximando – mesmo que ainda falte tempo, o clima já é de campanha.

Eduardo foi direto. Disse que a condenação do pai teria um único propósito: tirá-lo do jogo eleitoral. Segundo ele, se Bolsonaro não tivesse sido sentenciado a mais de 20 anos de prisão — ele citou 27 anos — estaria plenamente apto a disputar o Palácio do Planalto e, na visão dele, venceria com folga. “É por isso que Jair Bolsonaro está preso”, afirmou logo no início da entrevista, sem rodeios. A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais, especialmente entre apoiadores que já vinham questionando decisões judiciais.

Para Eduardo, tudo não passa de uma manobra política. Ele repetiu mais de uma vez que a prisão do ex-presidente não teria fundamento técnico, mas sim estratégico. Uma forma de impedir o retorno do pai ao poder. O discurso, aliás, é o mesmo que vem sendo ecoado por aliados mais próximos desde o ano passado. Nos grupos de WhatsApp e nas transmissões ao vivo que movimentam a base conservadora, o tom é semelhante.

No meio da entrevista, o ex-deputado também trouxe à tona o nome do irmão, Flávio Bolsonaro, que segundo ele seria peça-chave nesse novo tabuleiro político. Eduardo demonstrou confiança ao falar da possível candidatura de Flávio à Presidência. Disse acreditar que, se eleito em outubro, o irmão poderia promover mudanças profundas não só no Executivo, mas também no Judiciário.

“Quando Flávio Bolsonaro for eleito, isso mudará o cenário político e também o cenário dentro do Judiciário brasileiro”, declarou. A afirmação chamou atenção porque sugere uma expectativa de reconfiguração institucional, algo que especialistas veem com cautela. Ainda assim, entre apoiadores, a fala foi recebida como sinal de esperança e estratégia.

Atualmente morando nos Estados Unidos, Eduardo afirma viver um “autoexílio”. Ele diz evitar retornar ao Brasil por receio de enfrentar acusações de obstrução de Justiça. Segundo suas próprias palavras, decisões do STF poderiam atingi-lo diretamente. Ele sustenta que há uma perseguição política em curso. Críticos, por outro lado, enxergam exagero na narrativa e apontam que as investigações seguem ritos legais.

Em outro trecho da entrevista, Eduardo foi além. Declarou que, caso Flávio chegue ao Planalto, concederia indulto tanto ao pai quanto a ele próprio. A declaração é forte e, para alguns, polêmica. Indulto presidencial é prerrogativa prevista na Constituição, mas seu uso em casos de grande repercussão política certamente provocaria debates intensos — talvez até novos embates judiciais.

O fato é que o cenário político brasileiro continua em ebulição. Entre condenações, recursos e articulações internacionais, a família Bolsonaro segue no centro das atenções. Enquanto isso, o país acompanha dividido. De um lado, apoiadores que falam em injustiça. Do outro, críticos que defendem o cumprimento das decisões judiciais.

E assim o Brasil vai caminhando. Entre entrevistas no exterior, discursos inflamados e promessas de reviravolta em 2026, o debate político parece longe de esfriar. Pelo contrário, a cada declaração, a temperatura sobe mais um pouco.



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