Esta é a única coisa que jamais deve fazer antes de cozinhar carne

Cozinhar carne parece uma tarefa simples, quase automática no dia a dia. A gente tira da geladeira, tempera, coloca na panela ou na churrasqueira e pronto. Só que tem um hábito muito comum nas cozinhas brasileiras que pode virar um problemão sem que quase ninguém perceba. Estou falando de lavar a carne crua na pia antes de preparar.

Muita gente aprendeu assim com a mãe, com a avó, com a vizinha. “Tem que lavar pra tirar o sangue”, dizem. Só que, segundo o site Tasting Table, especialistas em segurança alimentar consideram essa prática inadequada. E não é exagero, não. Lavar a carne não elimina as bactérias. Na verdade, pode piorar a situação.

Quando a água bate na carne crua, ela respinga. E nesses respingos podem estar microrganismos perigosos como a E. coli e a salmonella. Eles se espalham pela pia, pelas bancadas, pelos panos de prato, pelos talheres… É o que os especialistas chamam de contaminação cruzada. Você acha que está limpando, mas pode estar sujando tudo em volta.

Um estudo da Universidade de Michigan apontou que o simples ato de lavar carne crua aumenta, e muito, o risco de contaminação das superfícies próximas. Tábua de corte, área de preparo, até o cabo da torneira entra na dança. E tem gente que ainda usa detergente ou sabão achando que está fazendo o certo. Só que esses produtos não são feitos para alimentos e podem deixar resíduos nada saudáveis.

Na prática, lavar é desnecessário. O calor do cozimento é suficiente para eliminar as bactérias, desde que a carne seja bem preparada. Ou seja, fogo alto e tempo adequado resolvem o que a água da torneira não resolve. O cuidado maior deve ser depois do manuseio: lavar bem as mãos, higienizar utensílios, limpar as superfícies. Parece básico, mas é aí que muita gente vacila.

E não é só em casa que o assunto preocupa. Na hora de comer fora, a segurança alimentar também entra em jogo. Especialistas ouvidos pela Fox News alertam que alguns itens dos cardápios oferecem mais risco do que outros. Saladas prontas, frutas já cortadas e frios estão frequentemente associados a surtos de E. coli e salmonella.

O cientista de alimentos Bryan Quoc Le explica que vegetais folhosos preocupam até mais que carnes. O motivo é simples: eles não passam por aquecimento antes de serem consumidos. Se houver contaminação na plantação, no transporte ou no armazenamento, ela vai direto para o prato. E controlar isso é bem mais complicado do que parece.

Já a nutricionista Tina Marinaccio reforça que a carne, quando bem cozida, raramente representa problema para a maioria das pessoas. O grande vilão costuma ser a higiene inadequada durante o preparo. Falta de lavagem correta das mãos, uso errado de luvas, descuido com utensílios. São detalhes que fazem diferença.

Com tantos casos de surtos alimentares aparecendo nas notícias de tempos em tempos, inclusive aqui no Brasil, vale a pena repensar alguns costumes antigos. Nem tudo que aprendemos lá atrás continua sendo a melhor prática hoje. Informação muda, estudos avançam.

No fim das contas, seja na cozinha de casa ou naquele restaurante badalado do fim de semana, o segredo continua sendo o básico bem feito. Nada de lavar carne na pia achando que está arrasando na higiene. Às vezes, menos é mais. E um pouco de atenção pode evitar muita dor de cabeça depois.



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