A influenciadora digital Fabiana Justus, filha do empresário Roberto Justus e de Sacha Chryzman, usou as redes sociais nesta sexta-feira, 20, para dividir uma notícia que ninguém nunca está preparado para dar: a morte da avó materna, Celia Chryzman. A despedida veio carregada de emoção e, pra quem acompanha a rotina da família, foi impossível não sentir junto.
Celia partiu menos de um ano depois de a família revelar que ela enfrentava Leucemia Mieloide Aguda (LMA), o mesmo tipo de câncer que atingiu Fabiana há algum tempo. Na época, a influenciadora falou abertamente sobre o próprio tratamento, o transplante de medula óssea e o medo que sentiu. Ela venceu. A avó, infelizmente, não resistiu.
No texto publicado, Fabiana abriu o coração. Disse que sempre acreditou que a avó passaria dos 100 anos, tamanha vitalidade e beleza que tinha. “Minha linda avó se foi… e está doendo tanto”, escreveu. A dor é recente, quase crua. Ela falou da conexão entre as duas, de como se via na avó e de como as histórias delas pareciam se cruzar de um jeito que não dá pra explicar direito.
Teve um trecho que chamou atenção. Fabiana comentou que guarda o cheiro da avó, a voz doce, o jeito calmo de conversar sem pressa. Sabe aquela avó que senta pra ouvir, que conta histórias antigas como se estivesse abrindo um álbum de fotografias invisível? Era assim que ela descreveu Celia. Forte, determinada, amorosa. Daquelas que deitam no chão para brincar com os bisnetos, que rolam, riem alto, ficam horas ali, presentes de verdade. Em tempos de tanta correria e celular na mão, isso é quase um luxo.
Ela também confessou que ainda não sabe como contar para os filhos sobre a partida da bisa. E aí é que a gente percebe o tamanho do vazio que fica. Não é só a perda de uma pessoa, é a quebra de uma rotina, de uma referência, de um colo que parecia eterno.
O diagnóstico da doença foi revelado em junho de 2025. Naquele momento, Fabiana pediu orações. Disse que a avó era sua raiz, a base da família. Explicou que a leucemia começou de forma crônica e depois evoluiu para aguda. “Por ironia ou mistério do destino”, escreveu ela na época, lembrando que também havia enfrentado a LMA. A resposta ao tratamento era considerada positiva no início, mas o quadro acabou se agravando.
A Leucemia Mieloide Aguda é um tipo raro e agressivo de câncer que atinge a medula óssea. De acordo com informações do Hospital Rede D’Or São Luiz, a doença acontece quando células-tronco sofrem mutações genéticas e passam a se multiplicar de forma descontrolada. Pode ter relação com fatores hereditários, mas também com exposição a produtos químicos, radiação, tabagismo ou até tratamentos anteriores contra outros cânceres.
Os sintomas costumam incluir anemia, infecções frequentes, sangramentos, cansaço extremo, febre, tontura e perda de peso. É uma doença séria, mas que pode ter chances de cura quando diagnosticada cedo. O tratamento envolve quimioterapia, medicamentos específicos e, em alguns casos, transplante de medula óssea — procedimento que salvou a vida de Fabiana.
A história toda mexe porque fala de ciclo. De luta, de fé, de família. Num momento em que tantas notícias são sobre crises políticas, tragédias e incertezas econômicas, relatos assim lembram que a vida real acontece dentro de casa, entre abraços e despedidas.
Fabiana encerrou a homenagem com um “eu te amo para sempre”. Pode parecer simples, mas às vezes é tudo o que a gente consegue dizer. E talvez seja também o que mais importa.