Esclarecimentos de Carlos Viana sobre Repasse à Fundação Oasis: O Que Sabemos Até Agora
No dia 19 de outubro, o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, do Podemos-MG, abordou a questão do repasse de R$ 3,6 milhões à Fundação Oasis. Em meio a polêmicas e suspeitas levantadas, Viana se mostrou disposto a esclarecer tudo, afirmando que não há irregularidades na sua atuação. A Fundação Oasis, que é vinculada à Igreja Batista da Lagoinha, está no centro de investigações que envolvem o uso de recursos públicos através de emendas parlamentares.
Afirmações de Carlos Viana
Durante uma entrevista coletiva no Senado, Viana declarou: “Eu sou uma pessoa pública. Todas as minhas ações são passíveis de questionamentos e eu tenho a obrigação de responder e o farei com a maior tranquilidade, porque não há qualquer irregularidade na minha atuação.” Essas palavras refletem a confiança do senador em sua transparência, mesmo diante de uma situação tão delicada.
Diretrizes do STF
Antes de Viana se pronunciar, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, havia solicitado que o senador esclarecesse a suspeita de irregularidades no repasse financeiro. Essa solicitação surge em um contexto onde a CPMI investiga diversos aspectos relacionados à gestão e uso de verbas públicas, especialmente no que diz respeito a instituições ligadas à religião.
Destinação dos Recursos
Viana explicou que os R$ 3,6 milhões não foram diretamente para a Igreja. Segundo ele, o dinheiro foi destinado a prefeituras que elaboraram planos de trabalho para o uso adequado dos recursos. “A igreja não recebeu um tostão. Foi para as prefeituras. As prefeituras aprovaram planos de trabalho e repassaram os recursos”, disse o senador, enfatizando que os valores foram aplicados em projetos sociais, incluindo assistência a asilos e ajuda a dependentes químicos.
Momentos dos Repasses
Conforme mencionado por Viana, os repasses ocorreram em três momentos distintos:
- Em 2019: R$ 1,5 milhão foram transferidos para a prefeitura de Belo Horizonte, com a Fundação Oasis como destinatária específica.
- Em 2023: R$ 1,47 milhão foram enviados para a unidade da fundação em Capim Branco, região metropolitana de Belo Horizonte.
- Em 2025: Um novo repasse de R$ 650,9 mil foi destinado à mesma filial.
Transparência e Segurança
Viana garantiu que não teme investigações e que continuará a direcionar os recursos para os projetos sociais. “Vamos responder e com toda tranquilidade nós vamos deixar claro o que está acontecendo”, afirmou. Essa postura reflete uma tentativa de manter a confiança do público e de garantir que os projetos sociais continuem a receber apoio.
Relação com a Igreja Batista da Lagoinha
É importante destacar que Viana se identifica como membro da Igreja Batista da Lagoinha e revelou ter sido apresentador em um canal vinculado à igreja. “Fui apresentador, é a minha profissão. Só não dei sequência porque eu não tinha tempo”, contou, tentando contextualizar sua relação com a instituição e minimizar conflitos de interesse.
Investigação e Ligações
A Igreja Batista da Lagoinha está sob investigação relacionada a fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Um dos envolvidos, Fabiano Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco, atuava como pastor na instituição e foi preso em março, em uma operação da Polícia Federal. Durante a reunião da CPMI, Viana destacou que Zettel mantinha CNPJs separados, o que, segundo ele, garante que não há ligação direta com a igreja.
Conclusão
A situação é complexa e envolve diversas camadas de informação. À medida que novas evidências e depoimentos surgirem, será fundamental acompanhar a evolução das investigações e o papel que instituições religiosas desempenham no contexto político e social. O que se espera agora é que a verdade venha à tona e que os recursos públicos sejam utilizados de forma responsável e ética.