Caso Gisele ganha reviravolta após descoberta de mensagens no celular da vítima

A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, ganhou novos contornos nos últimos dias — e, olha, não são nada simples. O caso, que já era cercado de dúvidas desde o início, agora levanta ainda mais suspeitas, principalmente depois da análise do celular da vítima.

Segundo informações apuradas, o aparelho de Gisele registrou acessos depois do momento em que o disparo teria acontecido. Isso, por si só, já acendeu um alerta grande entre os investigadores. Pra eles, não faz muito sentido alguém acessar o celular após um tiro fatal… então a hipótese de tentativa de apagar provas começou a ganhar força dentro do inquérito.

Gisele foi encontrada com um ferimento de arma de fogo na cabeça, dentro do apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central de São Paulo. A cena, inicialmente tratada com cautela, mudou de rumo conforme surgiram novos elementos técnicos e depoimentos.

Um detalhe que chamou bastante atenção foi uma mensagem enviada por Gisele ao marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, um dia antes da morte. No texto, ela critica o relacionamento e fala que ele confundia afeto com autoridade — uma frase forte, que diz muito mais do que parece à primeira vista. É aquele tipo de mensagem que, quando a gente lê depois de tudo, ganha um peso enorme.

Geraldo Neto acabou sendo preso preventivamente no dia 18 de março e responde por feminicídio e também por fraude processual. No começo, ele alegou que a esposa teria tirado a própria vida após uma discussão do casal. Só que essa versão começou a desmoronar quando a perícia entrou em cena. Os técnicos encontraram indícios que não batem com suicídio, o que mudou completamente o rumo da investigação.

Outro ponto curioso (e suspeito) envolve justamente os celulares. Enquanto no aparelho de Gisele foram recuperadas mensagens importantes, no celular de Geraldo não havia qualquer registro dessas conversas. Isso levantou ainda mais dúvidas. Mesmo apagadas, as mensagens dela foram restauradas e mostram que, por volta das 23h da noite anterior, ela já falava sobre separação e autorizava o início do processo de divórcio. Em outras palavras: ela queria sair daquela relação.

E aí entra uma parte ainda mais delicada da história. Depoimentos de colegas de farda indicam que o relacionamento dos dois era, no mínimo, conturbado. Pra falar a verdade, alguns relatos são bem pesados. Uma testemunha contou que viu Geraldo segurando Gisele com força e a encostando contra a parede durante uma discussão. Outra policial disse que, em imagens de câmeras de segurança, o oficial aparecia pressionando o pescoço dela, como se estivesse tentando sufocá-la. É uma cena difícil até de imaginar.

Não para por aí. Antes mesmo do casamento, já havia registros de conflitos mais intensos. Em uma dessas situações, Geraldo chegou a ser impedido de entrar no quartel. O comportamento dele, descrito como controlador e ciumento, já preocupava superiores e colegas.

Inclusive, segundo relatos colhidos durante a investigação, o comando da corporação decidiu afastá-lo temporariamente das funções por causa desse comportamento. Era uma medida preventiva, válida até o casamento. Só que, pelo visto, a situação não melhorou depois disso — talvez até tenha piorado.

Colegas próximos perceberam mudanças no comportamento de Gisele com o passar do tempo. Ela teria ficado mais quieta, mais tensa… meio retraída mesmo. Alguns disseram que ela demonstrava receio até em situações simples do dia a dia, como usar o uniforme ou certos objetos pessoais. Pequenos detalhes que, isolados, podem parecer bobos, mas juntos contam uma história bem diferente.

O caso segue em investigação, mas com tudo que já veio à tona, a linha de feminicídio parece cada vez mais forte. Ainda tem muita coisa pra ser esclarecida, claro, mas uma coisa é certa: esse não é um caso simples — e dificilmente vai ser esquecido tão cedo.



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