O deputado Nikolas Ferreira (PL) voltou a provocar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de um episódio que chamou atenção nas redes sociais nos últimos dias. A situação começou quando Lula participou, na quinta-feira, dia 2 de abril, de um evento em Salvador, na Bahia, para anunciar investimentos do Novo PAC voltados à mobilidade urbana. Até aí, tudo dentro do esperado… mas um detalhe acabou virando motivo de piada e crítica.
Nikolas compartilhou um trecho do discurso em que Lula afirma, com bastante convicção, que “nunca teve tanto dinheiro”, inclusive para repasses às prefeituras. A fala fazia referência, principalmente, aos investimentos na área da cultura. Só que logo depois disso veio o momento meio constrangedor, daqueles que viralizam fácil.
Durante o evento, o presidente resolveu testar, ali na hora, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano. Perguntou quanto o município tinha recebido para a cultura, como quem já sabia a resposta e queria reforçar o argumento. Mas a resposta veio meio fora do script: “400 milhões”, disse o prefeito, sem muita hesitação.
Foi aí que Lula, na mesma hora, rebateu: disse que não era tudo isso, que o valor era menor. A correção acabou arrancando risadas do público presente. Um daqueles momentos que mistura política com espontaneidade, mas que também abre espaço pra críticas depois.

E claro, não demorou nada para o vídeo cair nas redes e ganhar força. Nikolas Ferreira aproveitou o embalo. Ele já vinha criticando o governo, e esse trecho serviu como mais uma oportunidade pra cutucar. O deputado tem um estilo bem direto, às vezes até ácido, e não poupou palavras.
Antes disso, inclusive, ele já tinha se manifestado sobre outra fala recente de Lula, dessa vez envolvendo o Pix. Nikolas comentou que foi o governo Bolsonaro que “concretizou” o sistema de pagamentos, usando um tom provocativo. Chamou Lula de “larápio”, o que gerou bastante repercussão — tanto apoio quanto crítica, dependendo de quem comenta.
A fala de Lula sobre o Pix também deu o que falar. O presidente destacou que o sistema é do Brasil e que ninguém vai mudar algo que está funcionando bem para a população. Ele mencionou isso após citar um relatório ligado ao governo dos Estados Unidos, ainda na gestão de Donald Trump, que apontava o Pix como um modelo que poderia afetar grandes empresas de cartão de crédito, tipo Visa e Mastercard.
Esse ponto é interessante porque o Pix, de fato, virou um fenômeno. Hoje em dia, é difícil achar alguém que não use. Seja pra pagar um lanche, dividir conta ou até receber salário. Mas tem uma discussão política em cima disso, como sempre acontece por aqui.
Vale lembrar — e pouca gente fala disso direito — que o Pix foi lançado em novembro de 2020, no governo Bolsonaro. Só que a ideia começou antes, lá em 2018, ainda na época do Michel Temer. Ou seja, foi um projeto do Banco Central que atravessou diferentes governos até sair do papel.
No fim das contas, o episódio todo mostra como qualquer detalhe pode virar munição política. Um número dito errado, uma correção improvisada, uma frase fora de contexto… tudo vira conteúdo, especialmente nas redes sociais, onde o ritmo é acelerado e a memória curta.
E assim segue o cenário político brasileiro: cheio de trocas, provocações e momentos que misturam seriedade com situações quase… curiosas demais pra passar batido.
Sim e foi o Bolsonaro que concretizou o PIX pros brasileiros, larápio. https://t.co/HMoEJnqybr
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 2, 2026