O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já vem sendo apontado como possível pré-candidato à Presidência da República em 2026, resolveu finalmente se manifestar publicamente nesta quinta-feira, dia 2 de abril, depois de uma enxurrada de comentários e rumores circulando nas redes sociais. O assunto? Uma história que ganhou força nos últimos dias dizendo que ele acabaria com o Pix caso chegasse ao poder.
E foi direto ao ponto. Em um vídeo publicado na própria conta, o senador negou tudo. Disse, com todas as letras, que isso não passa de “fake news” — aliás, segundo ele, a “fake news do dia”. Flávio até se mostrou meio indignado, classificando a história como absurda, sem lógica nenhuma. “Não tem cabimento”, afirmou em tom firme, daqueles que parecem querer encerrar o assunto de uma vez.
Na fala, ele também fez questão de destacar que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos que hoje já faz parte da rotina de milhões de brasileiros, não só vai continuar existindo como é algo que ele considera praticamente intocável. “O Pix já é um patrimônio brasileiro”, disse ele, reforçando a ideia de que o sistema virou parte da vida do país, tipo algo que não dá mais pra tirar assim do nada.
Flávio ainda puxou o crédito da criação do Pix para o governo do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, trata-se de um legado importante da gestão anterior. Essa parte, claro, já entra num campo mais político, porque tem gente que discorda dessa versão, mas enfim… faz parte do jogo.
O pronunciamento aconteceu na plataforma X (antigo Twitter), onde esse tipo de debate costuma pegar fogo rápido. E não foi diferente dessa vez. A declaração veio logo depois de um episódio que ajudou a esquentar ainda mais a discussão.
Isso porque o governo dos Estados Unidos divulgou recentemente um relatório criticando o Pix. No documento, o sistema brasileiro é apontado como algo que “distorce o comércio internacional”. A crítica caiu como uma bomba aqui dentro, especialmente porque o Pix é visto por muita gente como uma inovação que facilitou demais a vida do brasileiro comum — desde pagar um café até fechar negócios maiores.
E aí entra outro ponto sensível: a relação política da família Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump. Esse alinhamento já é conhecido e, naturalmente, acaba gerando questionamentos em situações como essa.
Antes mesmo da resposta de Flávio, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) já tinha ido pras redes sociais criticar duramente o silêncio do senador sobre o assunto. E não pegou leve, não. Disse que o “patriotismo” de Flávio acabaria quando entram interesses de fora, especialmente dos Estados Unidos.
Lindbergh ainda acusou o senador de preferir apoiar posições estrangeiras em vez de defender algo que beneficia diretamente a população brasileira. Em um tom bem mais inflamado, chegou até a afirmar que Flávio acabaria com o Pix — reforçando justamente o rumor que circulava.
Esse tipo de troca de acusações mostra bem como o clima político já está esquentando, mesmo faltando ainda um bom tempo para as eleições de 2026. E olha… se já tá assim agora, imagina mais pra frente.
No fim das contas, o que dá pra perceber é que o Pix virou mais do que só uma ferramenta de pagamento. Virou também símbolo político, argumento de campanha, e até motivo de disputa narrativa. E no meio disso tudo, o brasileiro comum só quer continuar usando o sistema sem complicação — porque, convenhamos, facilitou (e muito) o dia a dia.
Confira:
FLÁVIO BOLSONARO VAI ACABAR COM O PIX?
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 2, 2026
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