Ícone da música tem fim trágico e é encontrado enterrado no próprio quintal

O caso que chocou a região de Morón, ali na grande Buenos Aires, ainda tá dando o que falar — e não é pra menos. Na última quinta-feira, dia 2, autoridades locais encontraram algo que ninguém queria encontrar: os restos mortais do músico Roberto Martín Alleruzzo, mais conhecido no meio artístico como Tito ou até Mike Dee. Ele tinha 58 anos e, segundo as primeiras informações, foi achado enterrado no quintal da própria casa… dentro de uma fossa séptica, coberta com terra e entulho. Uma cena bem pesada, difícil até de imaginar.

O desaparecimento dele já tinha sido notado antes, viu. Vizinhos começaram a estranhar a ausência do músico e resolveram avisar as autoridades cerca de dois dias antes da descoberta. E olha, não era um cara qualquer, principalmente pra quem acompanhou o crescimento do hip hop na Argentina nos anos 90.

Testemunhas contaram que viram Alleruzzo pela última vez na terça-feira, dia 31. E o detalhe que mais chamou atenção: ele já apresentava sinais claros de agressão. Um vizinho, preocupado, chegou a tentar ajudar, mas o músico recusou. Meio abalado, ele apontou pra um homem que tava na rua e disse que tinha sido atacado e roubado. Depois disso… sumiu.

A perícia inicial não demorou muito pra apontar um possível cenário. Segundo os especialistas, a causa da morte teria sido um traumatismo craniano, além de outros ferimentos pelo corpo. A estimativa é que ele tenha morrido cerca de 48 horas antes de ser encontrado. Ou seja, ficou ali, escondido, sem que ninguém soubesse, por um tempo considerável. Bem triste isso.

Com o avanço das investigações, a polícia acabou prendendo dois suspeitos. No começo, o caso foi tratado como latrocínio — aquele crime onde há roubo seguido de morte. O primeiro detido foi Joel Ramses Baladán, de 29 anos. Ele já tinha passagem pela polícia e, segundo informações, tinha saído da prisão recentemente. Foi preso logo depois que o corpo foi encontrado e seria justamente o homem que a vítima apontou antes de desaparecer.

O segundo suspeito, Pablo García, de 33 anos, apareceu dias depois por conta própria e também acabou ficando sob custódia. Só que, como quase sempre acontece em casos assim, as versões começaram a bater de frente.

Baladán negou participação direta no crime, mas admitiu que esteve na casa do músico. Disse que foi lá pra usar drogas e jogou a responsabilidade toda em cima de García. Só que um detalhe chamou bastante atenção e levantou suspeitas: uma comerciante afirmou que, na noite do crime, Baladán foi até o estabelecimento dela perguntar qual produto seria melhor pra tirar manchas de sangue da roupa. Meio estranho né? Pra não dizer outra coisa.

Enquanto isso, a morte de Alleruzzo causou uma comoção grande na Argentina, principalmente entre artistas e fãs da cena musical. Muita gente relembrou a importância dele pro hip hop local, destacando que ele ajudou a abrir portas quando o estilo ainda era pouco reconhecido por lá. Não era só mais um nome, era alguém que tinha história.

A esposa dele, Aldana Mariela Barrios, falou com a imprensa e descreveu o músico como um homem dedicado, parceiro, com quem viveu por 15 anos. Dá pra sentir o peso da perda nas palavras dela, ainda mais numa situação tão brutal assim.

Agora, o caso segue sendo investigado. A polícia continua analisando provas, ouvindo testemunhas e tentando montar o quebra-cabeça pra entender exatamente o que aconteceu naquela casa. As versões dos suspeitos tão sendo confrontadas com evidências técnicas, e a expectativa é que mais detalhes venham à tona nos próximos dias.

É aquele tipo de história que mistura violência, mistério e uma sensação de injustiça que fica no ar. E enquanto não se esclarece tudo, fica também a dor de quem perdeu alguém — e a pergunta que insiste: como isso foi acontecer desse jeito?



Recomendamos