Filhas são suspeitas de tirar a vida da mãe e motivação impressiona

A Polícia Civil do Tocantins concluiu uma etapa importante de um caso que vem chamando bastante atenção desde o começo do ano. Foram indiciadas as filhas da vítima, Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, além do marido, José Roberto Ribeiro. Os três são apontados como suspeitos pelo homicídio da servidora pública e empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos. O crime aconteceu no município de Peixe e, segundo o que foi apurado até agora, não teria sido algo impulsivo, mas sim planejado com antecedência.

Deise desapareceu logo depois do Natal de 2025, um período que normalmente é marcado por reuniões em família e clima mais leve, o que torna tudo ainda mais chocante. Dias depois, já no dia 1º de janeiro de 2026, o corpo dela foi encontrado boiando no Rio Santa Tereza, numa área rural da cidade. A cena, segundo relatos, foi bastante impactante, e rapidamente mobilizou a polícia local e também equipes especializadas.

As investigações indicam que, no dia 26 de dezembro, a empresária foi levada até uma região próxima à Vila Quixaba. Lá, ela teria sido atacada com vários golpes de faca. Depois disso, o corpo foi jogado no rio. A Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado de Gurupi entrou no caso para ajudar nas apurações, o que mostra a gravidade da situação.

Um dos pontos que mais chamam atenção no inquérito é a forma como o crime teria sido articulado. De acordo com a polícia, as filhas da vítima teriam comprado um celular no nome da própria mãe. A ideia, segundo os investigadores, era usar o aparelho para enviar mensagens a familiares e conhecidos, tentando passar a impressão de que Deise teria saído por vontade própria. Esse tipo de estratégia, se confirmada, mostra um nível de frieza que impressiona, sinceramente.

Ainda segundo o que foi divulgado, todas as etapas do crime teriam sido pensadas antes, nada foi feito de ultima hora. Isso inclui desde a simulação do desaparecimento até a tentativa de despistar a investigação. É aquele tipo de caso que, quanto mais detalhes aparecem, mais complicado fica de entender como chegou nesse ponto.

Sobre a motivação, a polícia aponta para conflitos familiares, principalmente envolvendo a gestão de uma fábrica de rodos que era mantida pela vítima. As filhas dependiam financeiramente do negócio e acreditavam que a mãe dificultava o acesso delas ao controle da empresa. Esse tipo de briga por dinheiro e poder dentro da própria família não é novidade, mas nunca deixa de chocar quando termina de forma tão violenta.

Outro detalhe que teria contribuído para aumentar a tensão foi uma decisão recente do pai. Ele entregou um cartão com acesso financeiro a uma das filhas, o que teria desagradado bastante Deise. A partir daí, segundo a investigação, o clima teria ficado ainda mais pesado entre eles. Pequenas decisões, as vezes, acabam virando estopim pra algo muito maior.

Em nota, as defesas de Déborah, Roberta e José Roberto disseram que receberam o relatório com tranquilidade, mas afirmam que existem falhas na investigação. Os advogados alegam que faltam provas técnicas em pontos importantes e garantem que vão contestar tudo durante o processo. Também destacaram que, segundo a própria autoridade policial, não há elementos suficientes que liguem diretamente José Roberto ao assassinato ou até mesmo à ocultação do corpo.

Agora, o caso foi encaminhado para a Justiça e será analisado pelo Ministério Público do Tocantins. Caberá ao órgão decidir se oferece denúncia formal contra os indiciados. Existe a expectativa de que novas diligências sejam feitas, até porque ainda existem dúvidas e pontos que precisam ser melhor esclarecidos.

É um caso pesado, difícil até de acreditar, principalmente por envolver pessoas da mesma família. E como a gente tem visto em outras notícias recentes pelo país, conflitos familiares mal resolvidos podem acabar de formas trágicas. Resta aguardar os próximos capítulos e ver o que de fato será comprovado na Justiça.



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