A apresentadora Sonia Abrão acabou mexendo com o coração do público na última quinta-feira, dia 9 de abril. Quem acompanha ela já sabe que dificilmente mistura vida pessoal com o trabalho, mas dessa vez foi diferente… e foi forte. Em um desabafo publicado nas redes sociais, ela relembrou uma perda dentro da própria família — e não foi qualquer lembrança, foi daquelas que apertam o peito mesmo.
Pra quem não ligou o nome de cara, Sonia é aquela figura marcante do programa A Tarde é Sua, conhecido por comentários diretos e, às vezes, até polêmicos. Só que dessa vez não teve crítica, nem fofoca… teve saudade. E muita.
Ela fez uma homenagem ao primo, o cantor Chorão, que morreu lá em 2013, aos 42 anos, em São Paulo. Segundo informações da época, a causa foi uma overdose, algo que chocou o país inteiro naquele momento. Parece que foi ontem, mas já se passaram mais de 10 anos — o tempo voa, né?
No texto, Sonia trouxe um detalhe que pouca gente sabe ou lembra: o nome verdadeiro do artista era Alexandre Magno, e ele fazia parte da família Abrão. Sim, sangue do mesmo sangue. E naquele dia 9 de abril, ele estaria completando 56 anos. Isso por si só já mexe com qualquer um…
Em um trecho da publicação, ela escreveu algo que chamou bastante atenção: disse que ele “era só um menino chorão”. A frase pode até soar simples, mas carrega um peso enorme. Quem cresceu ouvindo as músicas dele, sabe que tinha ali um espírito jovem, rebelde, meio inquieto… aquele tipo de artista que não cabia em padrão nenhum.
“Era só um menino chorão que amava andar de skate e virou um ídolo nacional!”, escreveu ela. E não dá pra negar, né? O cara saiu das ruas, do skate, da vida real mesmo, e conquistou o Brasil inteiro com suas letras — muitas vezes cruas, sinceras e até meio bagunçadas, mas verdadeiras.
Ela também lembrou que, apesar da partida precoce, o carinho do público nunca acabou. E isso é fato. Até hoje, músicas do Charlie Brown Jr. seguem tocando, principalmente entre os mais jovens, o que é curioso… tipo, uma geração que nem viveu aquela época, mas se identifica.
Teve também um trecho que pareceu meio poético, meio improvisado, meio sentimento jogado ali sem filtro — e talvez seja isso que deixou tudo mais humano. Sonia citou algo como “o destino brinca com as pessoas”, fazendo referência às próprias músicas do cantor. Não ficou perfeito, nem precisava. Às vezes, quando a emoção fala mais alto, a gente nem se preocupa muito com as palavras certas.
Ela ainda completou dizendo que já são 13 anos sem ele. Treze anos… é bastante tempo, mas pra quem perde alguém próximo, parece que foi ontem. “Não tem mais festa”, escreveu, mas logo em seguida deixou claro que o parabéns continua existindo, de alguma forma. Meio contraditório, mas real.
No final, ela se despede com um “te amo, primo”. Simples, direto, sem firula. E talvez seja isso que mais pega. Não é sobre fama, nem sobre legado artístico — é sobre família. Sobre lembrar de alguém que, antes de ser ídolo, era só um garoto cheio de sonhos.
E no meio de tanta notícia pesada que a gente vê todo dia — política, crise, tragédia — esse tipo de lembrança acaba sendo um respiro. Triste, claro… mas também bonito. Porque mostra que, no fim das contas, o que fica mesmo é o afeto. Mesmo que meio torto, meio incompleto… mas verdadeiro.