Samarco entra em nova etapa da retomada operacional

A Nova Era da Mineração Brasileira: O Caminho da Samarco para a Sustentabilidade e Crescimento

A mineração no Brasil está passando por um momento de grande transformação. Essa evolução é impulsionada por inovações tecnológicas, melhorias na engenharia e um enfoque renovado na gestão de riscos. As empresas desse setor têm investido cada vez mais para tornar suas operações não apenas mais seguras, mas também mais eficientes, consolidando assim seu papel importante nas cadeias industriais globais e na transição energética que o mundo precisa.

A Retomada da Samarco

Um dos exemplos mais notáveis dessa transformação é a Samarco, que está avançando na retomada de suas operações após um período difícil. Para quem não se lembra, a empresa enfrentou um grande desafio após o rompimento da barragem de Fundão, que ocorreu há cerca de uma década. Desde então, a Samarco tem trabalhado arduamente para reerguer sua estrutura produtiva e implementar novas tecnologias para a disposição de rejeitos, além de continuar com suas ações de reparação e responsabilidade social.

Atualmente, a Samarco opera com cerca de 60% da sua capacidade produtiva instalada. A empresa tem um plano ambicioso para retomar totalmente sua capacidade até 2028, o que demonstra um compromisso claro com a recuperação e com a sustentabilidade das operações. Não se trata apenas de aumentar a produção; a estratégia envolve também a adoção de padrões rigorosos de engenharia e um monitoramento contínuo das estruturas geotécnicas, além de modernizar suas operações industriais.

Novos Padrões de Operação

Para a Samarco, essa fase representa um novo capítulo em sua história. O retorno das operações teve início em 2020, período em que a empresa começou a investir em modernização industrial e na atualização de seus equipamentos. Um ponto crucial desse processo é o Centro de Monitoramento e Inspeção (CMI), que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, avaliando constantemente a segurança e o estado das operações.

Uma das grandes inovações implementadas é a mudança na maneira como os rejeitos são dispostos. A Samarco adotou sistemas de filtragem e empilhamento a seco, eliminando assim a necessidade de barragens de rejeitos, o que representa um avanço significativo em termos de segurança e sustentabilidade. Isso não apenas minimiza riscos, mas também reflete uma mudança cultural dentro da empresa, que agora prioriza rigor técnico e um controle mais efetivo das operações.

O Caminho da Retomada

A trajetória da Samarco até esse ponto foi gradual e metódica, respeitando normas técnicas e regulatórias. Depois de cinco anos parados, a empresa voltou a operar no final de 2020 com apenas 26% de sua capacidade, iniciando assim um processo de reativação planejado em várias etapas. Desde então, a ampliação das atividades tem ocorrido de forma progressiva, acompanhando a reativação de estruturas e a implementação de novos sistemas operacionais.

Entre os principais avanços estão a reativação de concentradores e a implantação de novas plantas de filtragem. Além disso, a modernização das unidades de pelotização, que produzem pequenas esferas de minério de ferro, é essencial, já que esse material é fundamental para a indústria siderúrgica que produz aço. Este ano, a Samarco já se posicionou como a terceira maior exportadora de pelotas de minério de ferro no mercado internacional.

Impacto na Economia Local

A reativação das operações não se limita a apenas aumentar a produção; ela também tem impactos diretos na economia das regiões onde a empresa atua. Hoje, a Samarco emprega cerca de 19,9 mil trabalhadores, entre diretos e contratados, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Essa força de trabalho é complementada por uma extensa rede de fornecedores e prestadores de serviços que fazem parte da cadeia produtiva da mineração.

Além da geração de empregos, a Samarco também é uma importante fonte de arrecadação de tributos, contribuindo significativamente para a economia local. Em 2025, os tributos gerados pela empresa e sua cadeia de suprimentos superaram R$ 2 bilhões, impactando as esferas municipal, estadual e federal. A empresa também tem se comprometido com programas de capacitação profissional, priorizando a contratação de trabalhadores das regiões vizinhas e promovendo a inclusão de grupos minorizados.

Investimentos Futuros

O próximo objetivo da Samarco é alcançar 100% da capacidade produtiva instalada, mantendo sempre os padrões de segurança que têm guiado sua retomada. Para isso, a empresa está planejando investimentos de R$ 13,8 bilhões, o que representa o maior ciclo de investimentos de sua história. Este plano visa não apenas a expansão da capacidade, mas também a modernização das operações e a implementação de novos sistemas de disposição de rejeitos.

Com esses recursos, a Samarco pretende reativar estruturas, construir novos sistemas de filtragem e modernizar unidades operacionais e logísticas nas operações de Germano (MG) e Ubu (ES). Espera-se que, com a conclusão dessa fase, a produção anual possa alcançar entre 26 e 27 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.

Além disso, a empresa continua a priorizar as ações de reparação relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão, buscando consolidar um modelo de operação que combine crescimento produtivo com engenharia rigorosa e um monitoramento constante dos riscos, sempre alinhado com o compromisso de maior integração com as comunidades locais e o meio ambiente.



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