Chega triste notícia para Júlio Lancellotti após grave acusação

A denúncia envolvendo o padre Júlio Lancellotti ganhou repercussão nesta sexta-feira (8), depois que a Arquidiocese de São Paulo confirmou oficialmente que recebeu uma representação contra o sacerdote. O caso foi encaminhado pelo vereador Thomaz Henrique, filiado ao PL, e envolve suposto uso de dinheiro da igreja para bancar despesas ligadas a um processo judicial pessoal.

Segundo a denúncia apresentada pelo parlamentar, valores que estavam na conta da Paróquia São Miguel Arcanjo, localizada no bairro da Mooca, em São Paulo, teriam sido usados para pagar taxas judiciais. O assunto acabou chamando atenção nas redes sociais e também movimentou bastidores políticos e religiosos ao longo do dia.

De acordo com os documentos anexados na representação, duas guias de Dare, que é o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais, foram quitadas com recursos da própria igreja. Uma delas, no valor de R$ 450, teria sido paga em fevereiro de 2024. Já a segunda, de R$ 1.200, foi compensada em novembro do mesmo ano. Os comprovantes bancários das movimentações foram enviados junto da denúncia protocolada na Cúria Metropolitana.

Em nota divulgada à imprensa, a Arquidiocese confirmou o recebimento da representação canônica e afirmou que o conteúdo será analisado pelos setores competentes. O comunicado foi curto, mas suficiente pra aumentar ainda mais a repercussão do caso.

“A Cúria Metropolitana de São Paulo recebeu, na sexta-feira, 8 de maio, uma representação canônica encaminhada pelo vereador Thomaz Henrique referente ao padre Júlio Lancellotti”, informou a instituição religiosa.

Na sequência, a Arquidiocese acrescentou que toda a documentação ainda será examinada internamente antes de qualquer conclusão. Até o momento, não existe decisão oficial ou punição relacionada ao sacerdote.

O dinheiro mencionado na denúncia teria sido utilizado em um processo movido por Lancellotti contra a vereadora Janaina Ballaris, do União Brasil. A ação judicial aconteceu depois que ela fez críticas públicas ao padre durante uma entrevista concedida em 2024. Na ocasião, Janaina afirmou que o religioso praticava um tipo de “assistencialismo midiático”, frase que gerou bastante polêmica na época.

Sentindo-se ofendido pelas declarações, o padre entrou na Justiça pedindo uma indenização de R$ 30 mil por danos morais. Porém, o pedido acabou não sendo aceito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que rejeitou a ação indenizatória.

O episódio voltou a dividir opiniões nas redes sociais. Enquanto apoiadores de Lancellotti afirmam que ele é alvo frequente de ataques por conta do trabalho social realizado com pessoas em situação de rua, outros cobram mais transparência sobre o uso de recursos da igreja. O assunto ficou entre os mais comentados em páginas políticas no fim da tarde desta sexta.

Procurado por jornalistas, Júlio Lancellotti disse que não tinha conhecimento das informações apresentadas na denúncia. Até agora, o sacerdote não detalhou se pretende se pronunciar oficialmente sobre os pagamentos citados pelo vereador.

Conhecido nacionalmente pelo trabalho humanitário na capital paulista, o padre costuma aparecer em debates públicos ligados à pobreza, fome e população em situação de rua. Nos últimos anos, ele também virou figura constante em discussões políticas nas redes, recebendo apoio de alguns grupos e críticas pesadas de outros.

Agora, a expectativa fica em torno da análise da Arquidiocese, que deve avaliar os documentos apresentados antes de decidir quais serão os próximos passos. Enquanto isso, o caso continua repercutindo e promete ainda gerar muita discussão nos próximos dias.



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