O terremoto que atingiu a região de Guangxi, no sul da China, nesta segunda-feira (18), acabou deixando um clima de tensão e medo entre os moradores. O tremor, que teve magnitude de 5,2, provocou a morte de duas pessoas, deixou outra ferida e ainda obrigou milhares de moradores a abandonarem suas casas às pressas. Segundo informações divulgadas pela imprensa estatal chinesa, cerca de 7 mil pessoas precisaram ser retiradas das áreas consideradas de risco.
O abalo sísmico aconteceu no distrito de Liunan e, de acordo com o Centro de Redes Sismológicas da China, o terremoto ocorreu a aproximadamente oito quilômetros de profundidade. Apesar de não ser um dos maiores terremotos já registrados no país, o tremor foi forte o suficiente para causar destruição em alguns pontos e assustar cidades vizinhas.
A agência oficial Xinhua informou inicialmente que duas pessoas haviam morrido e uma terceira estava desaparecida. Horas depois, a emissora estatal CCTV atualizou a situação dizendo que equipes de resgate conseguiram localizar a última vítima que permanecia soterrada na comunidade de Taiyangcun. O resgate aconteceu por volta das 11h10 no horário local, equivalente a 0h10 no horário de Brasília.
Segundo as autoridades chinesas, o sobrevivente foi encontrado ainda com sinais vitais estáveis. Ele foi retirado dos escombros e levado rapidamente para um hospital da região, onde segue recebendo atendimento médico. As imagens divulgadas pela televisão estatal mostram equipes de emergência trabalhando em meio aos destroços, enquanto moradores observavam tudo com bastante preocupação.
O terremoto também foi sentido em outras cidades importantes de Guangxi, incluindo Liuzhou, Guilin e Nanning, capital regional. Em algumas áreas, moradores relataram nas redes sociais que móveis chegaram a balançar dentro das residências e muita gente saiu correndo para as ruas com medo de novos tremores. Situações parecidas têm chamado atenção no mundo inteiro nos últimos meses, principalmente depois dos fortes terremotos registrados em países da Ásia e do Oriente Médio recentemente.
Logo após o tremor principal, o Comando de Resposta Antissísmica e de Socorro de Liuzhou colocou em prática um protocolo emergencial. Equipes de bombeiros, policiais e profissionais de resgate foram enviados para os locais mais afetados. O objetivo principal era localizar vítimas, retirar moradores de áreas perigosas e evitar novos acidentes.
As autoridades também começaram uma vistoria em diversos pontos considerados estratégicos, como estradas, pontes, sistemas de abastecimento de água, energia elétrica e até minas da região. Existe uma preocupação muito grande com possíveis deslizamentos de terra e outros desastres geológicos provocados pelo tremor.
Em um levantamento anterior divulgado ainda durante a madrugada, o governo local informou que pelo menos 13 casas haviam desabado parcialmente ou totalmente. Quatro pessoas chegaram a ser encaminhadas para hospitais, mas nenhuma corria risco grave de morte. Mesmo assim, o clima entre os moradores era de apreensão. Muitas famílias preferiram passar horas fora de casa com medo de novas réplicas.
Outro ponto que chamou atenção foi a quantidade de pequenos tremores registrados antes e depois do terremoto principal. Autoridades chinesas confirmaram cinco sismos menores, variando entre magnitudes de 2,2 e 3,2. Além disso, uma réplica de magnitude 3,3 foi registrada às 7h41, no horário local, a cerca de dez quilômetros de profundidade.
Apesar do susto e da destruição em algumas áreas, o governo chinês informou que os serviços essenciais continuam funcionando normalmente. O abastecimento de água, energia elétrica, fornecimento de gás e as principais rodovias da região não sofreram grandes impactos, algo considerado importante para evitar ainda mais transtornos à população afetada.
Enquanto isso, equipes de emergência seguem monitorando a situação e avaliando possíveis riscos de novos tremores nas próximas horas.