A tragédia que abalou uma família de diplomatas brasileiros no fim de semana segue sendo investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na tarde do último sábado, dia 16, em Ipanema, bairro nobre da Zona Sul carioca, e terminou com a morte de uma jovem de apenas 20 anos. Outras duas pessoas também ficaram feridas depois que uma van de entregas perdeu o controle e invadiu a calçada em uma das áreas mais movimentadas da região.
A vítima fatal foi identificada como Mariana Tanaka Abdul Hak. Ela era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, atual assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos ligados à paz e segurança internacional, e também de Ana Patrícia Neves Abdul Hak, que atua como cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, na Argentina.
Segundo os primeiros relatos levantados pela polícia e também por testemunhas que estavam no local no momento do acidente, o motorista da van teria tentado desviar de um ciclista que passava pela rua. Nesse instante, acabou perdendo totalmente o controle da direção. O veículo subiu na calçada e atingiu pedestres que caminhavam pela região. A cena foi descrita por moradores como desesperadora. Pessoas que estavam próximas correram para tentar ajudar as vítimas até a chegada do resgate.
Mariana tinha acabado de desembarcar no Rio de Janeiro poucos dias antes da tragédia. A jovem estava iniciando uma nova fase da vida. Conforme informações da família, ela começaria em breve um trabalho em uma multinacional do setor de cosméticos, oportunidade que teria aceitado depois de retornar da Europa para o Brasil. Ela estava animada com o novo emprego e também com a mudança para a capital fluminense.

Familiares contaram ainda que, horas antes do acidente, Mariana havia deixado as malas no apartamento onde iria morar. Depois disso, decidiu sair para caminhar ao lado da mãe, Ana Patrícia, que estava no Rio justamente para ajudá-la nesse processo de mudança e adaptação. O passeio, que seria apenas um momento tranquilo entre mãe e filha, acabou se transformando numa tragédia enorme.
Após o atropelamento, Mariana foi socorrida rapidamente e levada para o Hospital Miguel Couto, localizado na Gávea. Apesar do esforço das equipes médicas, ela não resistiu aos graves ferimentos e morreu no domingo, dia 17. Em entrevista à TV Globo, o pai da jovem revelou que a filha sofreu múltiplas fraturas pelo corpo e também traumatismo craniano.
A mãe de Mariana também ficou ferida no acidente. Ela recebeu atendimento médico e, felizmente, já teve alta hospitalar. Um terceiro pedestre atingido pela van sofreu ferimentos, mas o estado de saúde dele não foi detalhado oficialmente até o momento.
O caso causou forte comoção nas redes sociais e também nos bastidores da diplomacia brasileira. Amigos, colegas e pessoas próximas da família publicaram mensagens lamentando a morte precoce da jovem. Muitos destacaram que Mariana era considerada uma pessoa tranquila, estudiosa e cheia de planos para o futuro.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando o atropelamento para entender exatamente o que aconteceu segundos antes da van invadir a calçada. O veículo foi apreendido e deverá passar por perícia técnica. O caso está sob responsabilidade da 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, que apura possíveis responsabilidades do motorista e as circunstâncias completas do acidente.
O corpo de Mariana será levado para São Paulo, cidade onde vive grande parte da família. O velório e o enterro devem ocorrer na próxima quinta-feira, dia 21. A morte da jovem gerou enorme repercussão e reacendeu discussões sobre trânsito, imprudência e segurança de pedestres nas grandes cidades brasileiras, principalmente em áreas urbanas de intenso movimento como o Rio de Janeiro.