Mãe de mulher assassinada pelo ex denuncia juiz após pergunta polêmica

A morte de Iana Silva Santos, de apenas 25 anos, continua causando revolta e muita comoção em Salvador, na Bahia. A jovem foi assassinada pelo ex-companheiro e, agora, detalhes envolvendo o caso começaram a vir à tona e deixaram muita gente indignada nas redes sociais. A mãe da vítima resolveu falar publicamente e criticou a atuação da Justiça meses antes do crime acontecer.

Durante entrevista para a TV Bahia, a mulher contou que a filha já havia denunciado agressões sofridas no relacionamento. Segundo ela, Iana participou de audiências e tentou buscar ajuda, mas algumas situações acabaram deixando a familia revoltada. Um dos pontos mais comentados foi uma pergunta feita pelo juiz durante uma dessas audiências.

De acordo com o relato da mãe, o magistrado perguntou para Iana se tinha acontecido traição no relacionamento. A jovem respondeu que não. Mesmo assim, a pergunta causou espanto na família, principalmente porque, na visão deles, aquilo não teria relação direta com a violência denunciada pela vítima.

“O juiz fez uma pergunta pra ela: ‘Houve traição?’. Ela respondeu que não. Isso é pergunta que um juiz faz pra uma vítima?”, disse a mãe de Iana durante a entrevista. Ela preferiu não mostrar o rosto nem se identificar completamente.

A declaração repercutiu rápido nas redes sociais e acabou levantando novamente um debate que já vem crescendo no Brasil nos ultimos anos: o tratamento dado às mulheres vítimas de agressão e feminicídio dentro do sistema judicial. Muita gente comentou que perguntas desse tipo podem acabar constrangendo ainda mais a vítima, principalmente em um momento delicado.

Nos comentários da reportagem, internautas criticaram a postura relatada pela mãe de Iana. Algumas pessoas disseram que o foco deveria ser apenas nas agressões sofridas pela jovem e não na vida pessoal dela. Outras defenderam uma mudança no atendimento dado às mulheres que denunciam violência doméstica.

O caso também reacendeu discussões sobre feminicídio no Brasil. Mesmo com campanhas, leis mais duras e aumento das denúncias, os números ainda assustam. Em vários estados brasileiros, os casos continuam acontecendo quase toda semana e acabam tomando conta dos noticiários. É uma situação complicada e que parece longe de ter fim.

Amigos e familiares de Iana afirmam que ela tinha medo do ex-companheiro, mas tentava seguir a vida normalmente. Nas redes sociais, conhecidos da jovem publicaram mensagens de despedida e lamentaram o crime. Muitos descreveram ela como uma pessoa tranquila, trabalhadora e muito ligada à família.

Enquanto isso, a cobrança por respostas continua. A família quer entender se algo poderia ter sido feito antes para evitar a tragédia. A sensação de revolta aumentou justamente porque a vítima já havia procurado ajuda anteriormente.

Especialistas que acompanham casos de violência contra mulher costumam alertar que sinais de agressividade e ameaças precisam ser levados muito a sério. Em muitos casos, infelizmente, as agressões começam de forma psicológica e acabam evoluindo para violência física.

A morte de Iana virou mais um símbolo dessa realidade dura enfrentada por milhares de mulheres brasileiras. E a fala da mãe acabou tocando muita gente, principalmente pela dor evidente durante a entrevista. Mesmo tentando ser forte, em alguns momentos ela demonstrava indignação e tristeza ao lembrar do que a filha passou antes de morrer.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades da Bahia. A expectativa agora é que as investigações avancem e que a família consiga algum tipo de resposta diante de uma perda tão brutal.



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