Titular contestado da Seleção atingirá feito de Taffarel e Gilmar

Alisson: O Goleiro Que Rumo ao Seu Lugar na História da Seleção Brasileira

O goleiro Alisson, com seus 33 anos, está prestes a entrar para um seleto grupo de atletas que já defenderam a Seleção Brasileira em três Copas do Mundo. Até agora, ele contabiliza 78 partidas com a camisa do Brasil, sendo seis delas sob o comando do renomado técnico Carlo Ancelotti. Alisson não apenas foi titular nas Copas de 2018 e 2022, mas também será o responsável por defender as redes brasileiras na Copa do Mundo de 2026.

Assim que o árbitro esloveno, Slavko Vincic, apitar o início do jogo entre Brasil e Marrocos no próximo sábado, dia 13, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Alisson se tornará parte de uma elite que conta apenas com duas lendas: Gilmar e Taffarel, ambos campeões do mundo. Em uma entrevista coletiva, Alisson expressou seu profundo sentimento de honra ao estar ao lado de nomes tão icônicos da história futebolística do Brasil. Ele disse: “Uma palavra que define o sentimento é honra. Poder estar entrando junto com esses grandes nomes da história da Seleção Brasileira. É um privilégio para mim também participar de mais uma Copa do Mundo. Eu assistia quando criança, sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante. Hoje, quando paro para pensar nisso, é um privilégio e uma benção ter essa possibilidade de disputar uma Copa do Mundo vestindo a camisa da maior seleção”.

As Lendas do Gol Brasileiro

Gilmar dos Santos Neves, um dos goleiros que Alisson admira, fez parte da equipe que conquistou as Copas de 1958 e 1962, a única vez em que a Seleção Brasileira foi bicampeã consecutivamente. Ele também participou da Copa de 1966, mas o Brasil foi eliminado na fase de grupos. Taffarel, conhecido por suas defesas incríveis, foi o titular na eliminação para a Argentina em 1990, mas se redimiu ao se tornar tetracampeão em 1994, defendendo um pênalti crucial na final contra a Itália. Taffarel ainda jogou na Copa de 1998, mas não conseguiu evitar a derrota para a França na decisão.

A Tempestade de Críticas

Recentemente, Alisson tem enfrentado uma onda de críticas, principalmente relacionadas ao seu desempenho físico. O goleiro teve uma temporada complicada com o Liverpool, perdendo várias partidas devido a lesões. Ele se defendeu afirmando: “Minha capacidade física é 100%. Obviamente, todo mundo sabe que eu fiquei um período fora antes da Copa do Mundo, mas também muito em virtude de estar e chegar aqui nesse momento 100%”.

Sobre as críticas que vem recebendo na Seleção Brasileira, Alisson comentou: “As cobranças são naturais, fazem parte do futebol. Injustas ou não, são parte do pacote de vestir essa camisa (da Seleção). O torcedor quer que quem vista a camisa do Brasil conquiste títulos. Como eu ainda não venci um grande título, as críticas vêm. Porém, eu sou o meu maior crítico, ninguém vai me criticar mais do que eu. Mas a minha crítica é baseada em leitura técnica, tática, psicológica, com ajuda dos meus companheiros e dos preparadores de goleiro da equipe”.

Expectativas para a Copa do Mundo

O goleiro concluiu sua reflexão ressaltando a importância do momento em que a equipe chega para a competição: “O que importa é o momento que a equipe chega. Isso é o mais importante, é o que a gente pode ver, pode ter observado historicamente também na história da Seleção. Por isso que se diz que é bom chegar, que a seleção chegue um pouco questionada, porque foi assim em outros momentos também”.

Jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

  • 13/06 (sábado) — Brasil x Marrocos — 19h — Nova Jersey
  • 19/06 (sexta-feira) — Brasil x Haiti — 21h30 — Filadélfia
  • 24/06 (quarta-feira) — Escócia x Brasil — 19h — Miami


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