“Sente falta de estar em banda”, diz Keith Richards sobre Paul McCartney

A Amizade Musical Entre Keith Richards e Paul McCartney: Uma Relação que Transcende o Tempo

Keith Richards, ícone do rock aos 82 anos, trouxe à tona a profunda relação que mantém com Paul McCartney, que também é uma lenda da música, agora com 84 anos. A maneira como Keith fala sobre Paul revela um laço que vai além da música, mostrando a alegria genuína que o ex-Beatle sente ao tocar com os Rolling Stones. Essa conexão é mais do que apenas uma colaboração musical; é uma amizade que perdura há décadas.

A Participação de Paul McCartney nos Álbuns dos Rolling Stones

Recentemente, Paul McCartney fez uma aparição em dois álbuns dos Rolling Stones: “Hackney Diamonds”, lançado em 2023, e “Foreign Tongues”, que está previsto para ser lançado na próxima sexta-feira, dia 10. Isso não é apenas uma colaboração entre músicos; é um reencontro de amigos que têm uma história juntos. Keith compartilhou em uma entrevista com Zane Lowe na Apple Music, onde também estavam seus companheiros de banda, Mick Jagger e Ronnie Wood, que percebeu o quanto Paul sente falta de estar em uma banda. Essa alegria ao tocar em conjunto é evidente e contagiante.

A História de Amizade e Colaboração

Keith e Paul se conhecem desde os primórdios dos Beatles, e a história deles remonta a um tempo em que ambos estavam construindo suas carreiras. Keith recorda que, em torno de 1967, John Lennon e Paul McCartney fizeram vocais para os Rolling Stones em canções como ‘We Love You’ e ‘Dandelion’. Essa conexão inicial ajudou a cimentar um laço que só se fortaleceu ao longo dos anos.

Keith destaca que é sempre maravilhoso ter alguém da sua própria época, que compreende as mesmas experiências e desafios. Ele descreve Paul como um músico incrível e expressa seu desejo de criar mais músicas juntos. Essa vontade de continuar colaborando é um reflexo de sua paixão pela música e pela amizade que eles compartilham.

A Longeviedade dos Rolling Stones

Durante a entrevista, os Rolling Stones refletiram sobre sua longevidade no cenário musical. Ronnie Wood mencionou que a separação ocasional entre os membros da banda é, na verdade, o que mantém a chama viva quando eles se reúnem. “A gente não exagera na convivência”, disse Ronnie. Essa dinâmica permite que eles se reencontrem como se o tempo não tivesse passado, voltando a ser aqueles garotos que apenas querem tocar música juntos.

  • Retorno ao Estúdio: A empolgação de voltar ao estúdio é comparada a voltar para um playground, onde a criatividade flui naturalmente.
  • Sucesso e Fracasso: Mick Jagger comentou que, se os Rolling Stones tivessem enfrentado muitos fracassos, talvez a banda não tivesse chegado tão longe. Eles tiveram sorte e, mesmo com altos e baixos, o sucesso tem sido uma constante.

“Foreign Tongues” e as Novidades Musicais

O álbum “Foreign Tongues” conta com faixas que têm títulos em diversos idiomas, incluindo o português, com uma música chamada “Intervenção Divina”. Além de Paul McCartney, o disco apresenta outros artistas renomados, como Steve Winwood, Robert Smith, vocalista do The Cure, e Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers. É interessante notar que o lendário baterista Charlie Watts, que faleceu em agosto de 2021, também trabalhou nas novas músicas antes de sua partida.

A Música como Elo

Quando questionado se a música é o que mantém os Rolling Stones unidos, Keith respondeu de forma divertida: “É tipo um casamento”. Ele brincou sobre quem seria a esposa e quem seria o marido, mas, de fato, essa analogia ilustra perfeitamente o que é a dinâmica deles. A música, para eles, é o que mantém tudo funcionando, uma força que une suas vidas e carreiras.

Essa amizade e colaboração entre Keith Richards e Paul McCartney é um exemplo poderoso de como a música pode criar laços duradouros. À medida que continuam a criar e tocar juntos, eles nos lembram da magia que surge quando grandes talentos se reúnem. E assim, a história dos Rolling Stones e dos Beatles continua a nos inspirar, mostrando que, independentemente do tempo que passa, a música é eterna.



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