A tarde desta sexta-feira (31) terminou em tragédia no bairro Nova Rosa da Penha II, em Cariacica, na Grande Vitória. O desabamento de uma obra particular deixou quatro pessoas mortas depois que todas ficaram soterradas pelos escombros. O acidente causou comoção entre moradores da região e mobilizou um grande número de equipes de resgate durante várias horas.
Entre as vítimas está o dono da Distribuidora Bombadassa, empresa ligada ao terreno onde a construção estava sendo realizada. As identidades oficiais dos mortos ainda não haviam sido divulgadas até o fechamento das primeiras informações. De acordo com informações apuradas pela repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record, outros três homens que perderam a vida trabalhavam normalmente na obra quando tudo aconteceu.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque, poucas horas antes do desabamento, o empresário havia compartilhado vídeos nas redes sociais mostrando o andamento da construção. Nas imagens, ele aparecia acompanhando o serviço ao lado dos funcionários, demonstrando entusiasmo com o progresso da obra. Ninguém imaginava que, pouco tempo depois, aquele cenário seria transformado em uma grande tragédia.
Após o acidente, moradores relataram momentos de desespero. O barulho do desabamento chamou a atenção de quem mora nas proximidades, e muitas pessoas correram para tentar entender o que tinha acontecido. Logo em seguida começaram a chegar as primeiras equipes de emergência.
Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil, o órgão já havia recomendado à Prefeitura de Cariacica que o imóvel onde ocorreu o desabamento, além de outras duas construções vizinhas, fosse interditado por apresentar riscos. No entanto, até agora não existe confirmação oficial de que essa interdição realmente tenha sido colocada em prática. Esse detalhe deverá fazer parte das investigações que serão conduzidas nos próximos dias.
Em nota, a Prefeitura informou que a obra particular já estava embargada pela Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Meio Ambiente. Conforme o município, fiscais encontraram diversas irregularidades durante uma vistoria realizada anteriormente. Ainda segundo a administração municipal, a construção não atendia às exigências mínimas de segurança previstas pela legislação, motivo pelo qual foi determinada a paralisação imediata das atividades. Mesmo assim, as circunstâncias sobre a continuidade dos trabalhos ainda serão esclarecidas.
Enquanto isso, diversas equipes permaneceram no local prestando apoio e garantindo a segurança da área. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar participaram da operação. A PM isolou toda a região para facilitar o trabalho dos socorristas e impedir a aproximação de curiosos, já que ainda havia preocupação com novos desabamentos.
De acordo com o repórter Dhyeison Lino, da TV Vitória/Record, militares de Cariacica atuaram ao lado de integrantes do Centro Especializado de Resposta a Desastres (Cerd), especializado em ocorrências de grande complexidade. A missão das equipes era localizar vítimas, retirar os corpos com segurança e avaliar se existia risco para imóveis vizinhos. O trabalho foi delicado e exigiu bastante cautela por causa da instabilidade da estrutura.
A Defesa Civil Municipal também realizou uma nova avaliação técnica da área para verificar as condições das construções próximas. Dependendo do resultado dessa análise, outros imóveis poderão permanecer interditados até que especialistas garantam que não há mais perigo.
A Polícia Civil informou que a investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Acidentes de Trabalho (Deat). Os investigadores vão analisar documentos da obra, ouvir testemunhas, responsáveis técnicos e verificar se houve descumprimento das determinações feitas pelos órgãos de fiscalização. Caso sejam identificadas irregularidades ou negligência, os responsáveis poderão responder criminalmente.
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O caso continua repercutindo em todo o Espírito Santo e levanta novamente o debate sobre fiscalização de obras particulares e o cumprimento das normas de segurança. Tragédias como essa mostram que qualquer descuido pode trazer consequências irreversíveis, afetando famílias inteiras e deixando uma comunidade marcada pela dor. Agora, familiares das vítimas aguardam respostas sobre o que realmente provocou o desabamento e esperam que as investigações apontem responsabilidades para evitar que um acidente semelhante volte a acontecer.