Vox Radar: sessão sobre Moraes provoca rejeição geral de ministros do STF

Ministros do STF: A Queda de Popularidade Após Julgamento Polêmico

Na última quarta-feira, dia 16 de setembro, um levantamento realizado pela Vox Radar trouxe à tona um dado bastante intrigante: todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) saíram mais rejeitados do que aprovados nas redes sociais, logo após um julgamento que analisou o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que foi ex-controlador do Banco Master. A situação levanta questões sobre a percepção pública em relação à Corte e seus membros.

Resultados do Levantamento

Os dados revelados mostraram que, após a sessão de terça-feira (15), nenhum dos dez ministros conseguiu terminar com um saldo positivo de menções nas redes sociais. O ministro que se destacou negativamente foi Kassio Nunes Marques, que, apesar de não ter participado do julgamento por se declarar impedido, recebeu a pior nota: -88, com aproximadamente 23 mil comentários a respeito de sua atuação. Isso levanta a questão: como a imagem de um ministro pode ser afetada mesmo quando ele não participa de um julgamento? É uma reflexão interessante sobre a dinâmica da opinião pública.

Logo em seguida, encontramos Cristiano Zanin, que obteve uma nota de -87 após receber cerca de 3 mil comentários. O presidente do Tribunal, Edson Fachin, ficou em terceiro lugar no ranking de rejeição, com uma nota de -86 e 35 mil comentários. Esses números mostram um padrão preocupante na percepção popular sobre os integrantes da mais alta corte do país.

Outros Ministros em Rejeição

Entre os ministros que também enfrentaram uma rejeição significativa, estão Dias Toffoli, que obteve -78 em dois mil comentários, e Alexandre de Moraes, que recebeu -76, mas teve um volume muito maior de menções, com 231 mil comentários. Gilmar Mendes e Flávio Dino seguiram na lista com notas de -26 e -23, respectivamente. Por outro lado, o ministro com a menor rejeição foi Luiz Fux, que teve uma nota de -6, acompanhado por André Mendonça com -9 e Cármen Lúcia com -14.

A Rejeição Percentual

Quando analisamos o percentual de rejeição, a situação é ainda mais alarmante. Cinquenta ministros ultrapassaram a marca de 80%, com Zanin liderando com 93% de rejeição, seguido por Kassio Nunes Marques e Edson Fachin, ambos com 91%. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli também estão na lista com 87% e 82% de rejeição, respectivamente. Esses números expressivos demonstram uma insatisfação generalizada com a atuação dos ministros, o que pode ter consequências para a imagem da instituição como um todo.

Em contrapartida, a aprovação dos ministros é bastante baixa, sendo que os maiores índices de aprovação ficam em torno de 44% para Luiz Fux e André Mendonça. Cármen Lúcia segue com 40%, enquanto Flávio Dino aparece com 37%. A discrepância entre rejeição e aprovação sugere uma desconfiança crescente da população em relação às decisões da Corte.

Metodologia da Pesquisa

A pesquisa da Vox analisou cerca de 1,5 milhões de comentários no Instagram entre os dias 15 e 16 de setembro, o que dá uma ideia do alcance e da repercussão do julgamento. A Corte estava em debate sobre a separação dos casos de Moraes e Mendonça relacionados às investigações do Banco Master. O ministro Flávio Dino, que inicialmente parecia favorável à análise conjunta, pediu vistas, suspendendo o julgamento e criando um impasse que não apenas afetou a decisão, mas também a percepção pública sobre o processo.

Os ministros que votaram pela separação dos casos foram Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia, enquanto Gilmar Mendes, Zanin e Moraes defendiam a análise conjunta. A mudança de posição de Dino, que parecia firme em seu voto, mas optou por pedir vistas, gera mais dúvidas sobre a transparência e a integridade do processo judicial.

Reflexões Finais

Esses dados e acontecimentos nos fazem refletir sobre a relação entre a Justiça e a sociedade. A rejeição expressiva dos ministros pode ser um sinal de que a população está cada vez mais atenta e crítica em relação às decisões judiciais. É necessário que os ministros do STF considerem essas reações e busquem uma maior aproximação com a sociedade, talvez através de uma comunicação mais clara e transparente sobre suas decisões e processos. Afinal, a Justiça deve ser não apenas feita, mas também percebida como justa.



Recomendamos