Leia na íntegra discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU

Lula na ONU: Defensores da Democracia e Soberania Brasileira

No dia 22 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez história ao ser o primeiro líder a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta edição. Em seu discurso, ele enfatizou a soberania do Brasil, destacando que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém” e reafirmando o valor do sistema de pagamentos instantâneos, o Pix. Além disso, Lula fez um alerta sobre a importância de proteger a democracia contra ameaças internas e externas.

O Discurso de Lula: Mensagens Cruciais

O presidente começou sua fala com um cumprimento ao embaixador Khalilur Rahman, presidente da Assembleia, e a todos os chefes de Estado presentes. Ele se dirigiu especialmente ao secretário-geral António Guterres, reconhecendo seu papel em tempos de crescente desordem global. Lula expressou sua indignação, afirmando que a ONU não tem conseguido cumprir uma de suas missões mais fundamentais: a de acabar com as guerras, que têm causado tanto sofrimento ao redor do mundo.

A Crise na ONU e a Necessidade de Reformas

O presidente brasileiro não hesitou em criticar a credibilidade da ONU, que, segundo ele, está em seu ponto mais baixo. Lula argumentou que, enquanto a organização deveria proteger os mais vulneráveis, sua eficácia tem sido comprometida pela inércia do Conselho de Segurança, que não tem cumprido seu papel. Ele citou como exemplo a situação do Brasil em 1946, quando já se alertava sobre os perigos do direito de veto, que favorece as grandes potências.

Conflitos e Desafios Globais

Lula também destacou que 2025 foi marcado pelo maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, com uma nova corrida armamentista ameaçando a paz global. Ele fez um apelo aos líderes das nações que compõem o Conselho de Segurança para que se reúnam e atuem com responsabilidade e urgência. “A guerra não é a continuação da política por outros meios. É o fracasso total da política”, disse ele, sublinhando a necessidade de um novo tipo de liderança que busque a paz.

O Papel do Brasil na Comunidade Internacional

O presidente também abordou a posição do Brasil no contexto internacional, afirmando que o país não deve ser visto como um mero jogador em um tabuleiro geopolítico. Ele enfatizou que o Brasil precisa de parceiros que compartilhem uma agenda positiva para o desenvolvimento e que as diferenças ideológicas não devem ser empecilhos para a integração regional.

Desafios Internos e a Luta Contra a Violência

Lula não esquivou-se de mencionar os desafios internos do Brasil, como o crime organizado. Ele afirmou que o país está preparado para enfrentar essas organizações criminosas e que a sociedade está cansada da violência. O presidente ressaltou que não se pode terceirizar a segurança e que a responsabilidade de proteger as fronteiras e a população deve ser do próprio Brasil.

O Futuro da Democracia e a Luta por Direitos

O discurso de Lula também tocou em temas como a luta pelos direitos humanos e a defesa da democracia, que, segundo ele, está novamente em risco. Ele mencionou a necessidade de se combater a ingerência externa em processos eleitorais e os desafios que países como a Venezuela e Cuba enfrentam. A afirmação de que “o povo venezuelano merece definir seu próprio destino” ecoou como um chamado à soberania e à autodeterminação.

O Papel da Tecnologia e a Justiça Social

Uma parte importante do discurso foi dedicada às novas tecnologias e à regulação das Big Techs. Lula defendeu a necessidade de regulamentar essas empresas para garantir que a tecnologia não prejudique a sociedade, destacando a importância de proteger as crianças e adolescentes no ambiente digital. Ele também enfatizou a importância do Pix, um sistema de pagamentos que promove a inclusão financeira, e que não deve ser privatizado.

Conclusão: Uma Mensagem de Esperança

Ao final de seu discurso, Lula fez um apelo à esperança, lembrando que milhões de brasileiros iriam às urnas para decidir o futuro do país. Ele enfatizou a importância da democracia e da participação popular, afirmando que o Brasil não se afastará do caminho da soberania. “Que Deus nos abençoe a todos”, concluiu, deixando uma mensagem de otimismo e determinação para enfrentar os desafios que estão por vir.



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