Daniella Marques diz que governo Bolsonaro acabaria com split pay

Daniella Marques Critica Split Payment e Reforma Tributária

No dia seis de setembro, Daniella Marques, que já foi presidente da Caixa Econômica Federal e atualmente coordena a parte econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, fez uma série de declarações que chamaram a atenção de muitos. Durante uma entrevista ao canal do YouTube do jornalista Claudio Dantas, ela expressou a intenção do futuro governo, se eleito, de acabar com o split payment. Este é um mecanismo que foi introduzido como parte da reforma tributária e que permite que os impostos sejam recolhidos automaticamente no momento em que um serviço ou produto é adquirido.

Marques não poupou críticas ao sistema, afirmando que ele “asfixia o capital de giro do pequeno empresário”, que já luta para se manter em um mercado desafiador. Ela fez questão de reconhecer o trabalho de Carlos Bolsonaro e Adolfo Sachsida, que, segundo ela, foram fundamentais na luta contra a implementação desse método. “Vou homenagear aqui Carlos Bolsonaro e Adolfo Sachsida que já pautaram esse governo e foram muito vocais, foram implacáveis contra o split payment”, disse Daniella, mostrando seu apoio à causa.

Split Payment e Seus Impactos

O split payment, que traduzindo significa “pagamento dividido”, foi uma tentativa de modernizar a maneira como os impostos são coletados, mas a ex-presidente da Caixa argumenta que isso acaba prejudicando os pequenos negócios. Para muitos, esses empresários são a espinha dorsal da economia, e qualquer medida que dificulte a sua operação pode ter consequências graves.

Ela não hesitou em afirmar que a equipe econômica está decidida a acabar com essa prática. “Quando me perguntaram se a equipe econômica pretende acabar com o split payment, a resposta é clara: Claro que sim”, destacou, reforçando que há uma necessidade urgente de revisar esse mecanismo. A crítica é direcionada não apenas ao split payment, mas também à reforma tributária como um todo.

Críticas à Reforma Tributária

Daniella Marques fez uma análise profunda da reforma tributária, expressando sua preocupação com a demora em definir as alíquotas e os efeitos que essas mudanças podem ter na economia. Ela mencionou que o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) juntos podem se tornar o maior imposto de valor agregado em nível mundial. “Esses impostos vão gerar uma inflação considerável, especialmente no terceiro setor”, alertou.

A ex-presidente enfatizou que a falta de clareza sobre as alíquotas é inaceitável e que essa insegurança jurídica é um grande problema. “É um absurdo essa insegurança jurídica. O empresário precisa saber se vai aderir ou não ao novo sistema, mas não há informações precisas sobre as alíquotas”, criticou.

Alternativas e o Futuro

Por fim, Daniella Marques mencionou que existe um grupo técnico que está discutindo alternativas para a reforma tributária, com o objetivo de apresentar soluções concretas após as eleições. Essa afirmação traz um certo alívio para aqueles que estão preocupados com a situação atual. A busca por soluções mais justas e que favoreçam o crescimento dos pequenos negócios é fundamental para a recuperação econômica do país.

Em um contexto em que a economia enfrenta desafios imensos, a discussão sobre a reforma tributária e suas implicações é mais pertinente do que nunca. O que se espera é que as decisões tomadas sejam benéficas para todos, e que o pequeno empresário, que muitas vezes é esquecido nas grandes reformas, receba a atenção que merece.



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