Nos anos 2000, o funk era rei. Tocava em toda esquina, dominava os programas de TV e embalava as festas do país inteiro. Foi nessa época que surgiram as chamadas “mulheres-fruta”, dançarinas e cantoras com corpos esculturais e nomes inspirados em frutas: Melão, Morango, Pera, Jabuticaba… e claro, a mais lembrada de todas, a Mulher Melancia, nome artístico de Andressa Soares.
Andressa ficou conhecida pelo rebolado inconfundível e pelas curvas que viraram símbolo do funk da época. Seu apelido nasceu por causa do tamanho generoso do bumbum e dos quadris, e o público logo a colocou no pódio das musas do gênero. Mas o tempo passou, e o ritmo das favelas perdeu o espaço que tinha na mídia. Vieram o sertanejo universitário, depois a sofrência, e o funk acabou voltando pras origens — forte nas pistas e nos streams, mas quase ausente na TV e no rádio.