A tentativa da Polícia Federal (PF) de impedir que o ministro André Mendonça ficasse responsável pela investigação envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, acabou movimentando diferentes setores do Supremo Tribunal Federal (STF), além da Procuradoria-Geral da República (PGR). Apesar de tanto a PF quanto a PGR defenderem que o processo fosse distribuído por sorteio entre os ministros da Corte, o sistema eletrônico do STF acabou apontando justamente André Mendonça como relator do caso.
Na última quinta-feira (30), o ministro autorizou oficialmente a abertura do inquérito solicitado pela Polícia Federal. A investigação busca esclarecer suspeitas de tráfico de influência e possível corrupção envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão chamou atenção por acontecer depois de uma sequência de manifestações técnicas que tentavam evitar exatamente esse desfecho.